- Estudo com 2.617 domicílios no Reino Unido associa ter pet a ganhos de bem-estar, mensurados no contexto do Estudo Longitudinal de Famílias britânicas.
- Benefício financeiro estimado em até 70 mil libras esterlinas por ano, similar ao ganho de encontros frequentes com amigos e familiares; aumento de 3 a 4 pontos na satisfação com a vida (escala de 1 a 7).
- Além disso, a convivência pode reduzir estresse e ansiedade, aliviar a solidão e oferecer senso de propósito; há indícios de efeitos positivos para Alzheimer e pressão arterial.
- Grupos com ganhos expressivos incluem crianças, pessoas com transtorno do espectro autista e idosos em instituições de longa permanência; programas de leitura em escolas também mostram ganhos.
- Ressalta-se que pets não substituem tratamentos médicos ou psicológicos; a convivência positiva depende de limites, saúde do animal, supervisão de crianças e bem-estar dos pets.
O convívio com animais de estimação pode elevar o bem-estar de pessoas, de acordo com estudo recente no Reino Unido. A pesquisa compara os efeitos dos pets aos ganhos obtidos por manter relações sociais próximas. Os resultados apontam ganhos relevantes na satisfação com a vida.
A análise utiliza dados do Estudo Longitudinal de Famílias do Reino Unido, que acompanha cerca de 40 mil famílias desde 2009. Nesta edição, foram avaliados 2.617 domicílios, com questionários sobre personalidade, presença de pets e bem-estar.
Os números chamam a atenção: ter um animal de estimação aparece associado a ganhos de bem‑estar equivalentes a até 70 mil libras por ano, próximo ao benefício de encontros frequentes com amigos e familiares. A escala de bem‑estar varia de 1 a 7, com aumento entre 3 e 4 pontos.
Benefícios amplos do convívio
Relatórios associados indicam que a convivência com animais pode reduzir estresse e ansiedade, atenuar a solidão e oferecer senso de propósito. Há indícios de impactos positivos em condições como Alzheimer, além de correlação com menor pressão arterial.
Cães, em particular, podem estimular atividades físicas, contribuir para a redução de peso e aumentar a interação social por meio dos passeios, que facilitam contatos com outras pessoas.
Limites e recomendações
Especialistas destacam que os benefícios variam conforme o animal, a qualidade da relação, o momento de vida do tutor e as condições de cuidado. Animais não substituem tratamentos médicos ou psicológicos, funcionando como complemento.
Para garantir convivência positiva, é essencial respeitar limites: supervisão de crianças pequenas, vacinação e acompanhamento veterinário da saúde do pet, além de evitar situações de estresse para o animal.
Grupos que mais se beneficiam
Crianças podem ter melhora em habilidades sociais, empatia e desenvolvimento sensorial. Pessoas com ansiedade e depressão costumam apresentar redução de sintomas e maior sensação de apoio emocional. Estudos com TEA indicam benefícios na autoestima e redução de comportamentos repetitivos com a participação de cães.
A pesquisa também aponta ganhos entre idosos em instituições, com estímulo de memórias e vínculos sociais, bem como em contextos escolares, onde programas de leitura elevam engajamento entre crianças.
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