- A onda de calor na França elevou chamadas aos serviços de emergência entre vinte e trinta por cento, conforme declaração da ministra da Saúde, Stéphanie Rist, com variação por região.
- O sistema Samu-SAS (Serviço Integrado de Acesso à Saúde) está gerenciando a demanda e protegendo os pronto-socorros, orientando pacientes ou enviando equipes móveis quando não há necessidade de internação imediata.
- Autoridades e hospitais, incluindo a Assistência Pública-Hospitais de Paris, estão organizados para receber aumento de atendimentos nos próximos dias.
- O país registrou a maior temperatura média de junho já computada, com trinta e nove vírgula dois graus Celsius; cidades como Rennes, Angers e Bordeaux passaram de quarenta graus.
- Além das mortes diretas, houve aumento de ocorrências indiretas: duas crianças foram encontradas mortas em Carpentras, e doze a treze pessoas morreram afogadas no fim de semana.
- Cerca de trinta e oito milhões de pessoas vivem em cinquenta e quatro departamentos com alerta vermelho para calor; mais de noventa por cento da população está sob alerta laranja ou vermelho.
- Um estudo divulgado na segunda-feira aponta que a onda de calor foi agravada pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana.
Hospitais franceses entram em alerta diante da onda de calor, com aumento de chamadas de emergência e expectativa de maior procura por atendimentos nos prontos-socorros nos próximos dias. Aza de calor pressiona serviços médicos e exige organização rápida das equipes.
A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, afirmou em entrevista à Rádio Ici que as chamadas à linha de emergência subiram entre 20% e 30%, conforme a região. Nem todas as ligações resultam em hospitalização; muitas orientam pacientes ou acionam equipes móveis.
O serviço Samu-SAS, que reúne especialistas em emergências e médicos da atenção básica, tem conseguido gerenciar o fluxo e proteger os prontos-socorros, segundo o professor Louis Soulat, dirigente de Rennes e integrante do SUDF. A estratégia prioriza atendimento hospitalar urgente.
Até hoje, não houve aumento expressivo no atendimento de pessoas com mais de 75 anos, segundo Soulat, mas o risco de sobrecarga tende a crescer nos próximos dias. Especialistas alertam para descompensações psiquiátricas, diabetes, cardíacas e renais a partir de terça ou quarta-feira.
Na região de Paris, a AP-HP informou que os serviços de emergência estão organizados e mobilizados para receber pacientes. A instituição atua como administradora dos hospitais públicos da capital francesa.
Recordes de temperatura passaram a preocupar autoridades nesta segunda, com a França registrando a maior temperatura média de junho, 29,2°C, segundo o instituto meteorológico. Cidades como Rennes, Angers e Bordeaux chegaram a mais de 40°C.
No fim de semana, crianças de 2 e 4 anos foram encontradas mortas em um carro estacionado em Carpentras, no sul, sob investigação que aponta para calor extremo como hipótese principal. A promotora local citou a onda de calor como fator provável.
Autoridades indicam que cerca de 38,8 milhões de pessoas vivem em 54 departamentos com alerta vermelho para calor, conforme estimativas da AFP com dados da Météo-France. Mais de 90% da população pode estar sob alerta laranja ou vermelho.
Um estudo científico divulgado hoje associa a gravidade da onda de calor à crise climática causada pela atividade humana. Sem esse fator, pesquisadores estimam temperaturas entre 2°C e 4°C mais baixas em média.
Com AFP
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