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Intel e AMD buscam ampliar IA em chips x86 com novas abordagens

Intel e AMD apresentam a especificação ACE 1.15 para Extensões de Computação de IA, permitindo execução local de tarefas de IA em CPUs x86, com lançamento previsto para 2028

Intel e AMD unem forças para IA em chips x86 (imagem: divulgação/Intel)
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  • Intel e AMD publicaram a especificação 1.15 do ACE, o padrão de Extensões de Computação de IA que permite execução local de algumas tarefas de IA em CPUs x86.
  • O ACE adiciona oito registradores de bloco bidimensional, cada um capaz de armazenar uma matriz 16×16 com valores de 32 bits, em conjunto com o conjunto AVX10 existente.
  • Com esse arranjo, é possível cruzar dados de todas as linhas e colunas de uma matriz de forma mais rápida, o que pode tornar operações com matrizes até 16 vezes mais eficientes.
  • Não significa que CPUs x86 serão tão eficientes quanto GPUs ou NPUs, mas deve haver ganho de desempenho em determinadas cargas de IA.
  • As duas empresas apontam que processadores com ACE devem chegar ao mercado a partir de 2028; trata-se de uma inovação de hardware, sem atualização de software que torne chips atuais compatíveis.

Intel e AMD apresentaram a especificação 1.15 do ACE, o AI Compute Extensions, um padrão para execução local de tarefas de IA em CPUs x86. O objetivo é permitir que processadores tradicionais executem parte de workloads de IA sem depender exclusivamente de GPUs ou NPUs. A divulgação ocorreu recentemente.

O ACE propõe usar registradores de bloco bidimensional conectados a um conjunto já existente de registradores AVX10. Cada bloco pode armazenar uma matriz 16×16 com valores de 32 bits, permitindo cruzar linhas e colunas de forma paralela. Segundo a proposta, isso pode elevar a eficiência em operações com matrizes.

Intel e AMD não prometem ultrapassar GPUs ou NPUs em todos os cenários, mas indicam ganho de desempenho para determinadas tarefas de IA diretamente no chip. A expectativa é de que CPUs com ACE entreguem maior capacidade de processamento de IA local.

Quando chega ao mercado

As empresas sinalizam lançamento de processadores com ACE a partir de 2028. Por se tratar de uma nova arquitetura de hardware, atualizações de software ou firmware não tornarão chips atuais compatíveis com o padrão. O ACE exige mudanças estruturais significativas no design dos chips.

Contexto técnico

A especificação 1.15 oferece diretrizes para desenvolvedores implementarem o ACE em hardware x86. O objetivo é ampliar o conjunto de instruções existentes e otimizar operações matriciais, especialmente aquelas comuns em modelos de machine learning. Detalhes técnicos ficam a cargo da documentação oficial do ACE.

Impacto para o mercado

Analistas apontam que as novidades podem ampliar a gama de dispositivos capazes de lidar com IA localmente, reduzindo dependência de aceleradores dedicados em alguns cenários. A adoção dependerá de fatores como custo, consumo e compatibilidade com ecossistemas de software.

Observação sobre aplicação

O ACE não implica exclusividade de uso; é visto como complemento às soluções atuais. Desenvolvedores poderão explorar o conjunto de registradores adicionais para otimizar cargas de IA em CPUs x86 dentro de limites de projeto de cada fabricante.

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