- Longyearbyen, a cidade mais ao norte, tornou ilegal morrer e ser enterrado desde 1950, por causa do permafrost e do risco sanitário associado a patógenos preservados.
- O solo permanentemente congelado impede enterros profundos e a decomposição dos corpos, mantendo vírus e bactérias ativos por décadas.
- Quem morre na cidade precisa ser transferido para o continente, a mais de 2.000 quilômetros de distância; gestantes também são incentivadas a deixar o local antes do parto.
- Se a pessoa falecer antes da transferência, a cremação depende de licenciamento estadual e não ocorre de forma imediata.
- Longyearbyen permanece como capital administrativa de Svalbard, com auroras boreais no inverno e a mineração como atividade econômica central.
Longyearbyen, cidade mais ao norte do mundo, não permite que alguém morra ou seja enterrado dentro de seus limites desde mil novecentos cinquenta. A regra deriva de condições ambientais extremas: solo permanentemente congelado e temperaturas muito baixas.
O permafrost impede a abertura de covas profundas, dificultando sepultamentos tradicionais. Além disso, cadáveres permanecem preservados por longos períodos, aumentando o potencial de riscos à saúde pública devido a patógenos.
Pesquisas citadas por veículos internacionais indicam que vírus e bactérias podem permanecer viáveis sob o gelo por décadas. Em dois mil e noventa e oito, cientistas exumaram corpos de gripe espanhola e recuperaram amostras ativas após décadas sob o gelo.
Diante desse cenário, o governo norueguês proibiu morrer ou ser enterrado na cidade. Entradas de cemitérios foram fechadas, e novos sepultamentos não são permitidos desde então.
Quem morre na região precisa ser encaminhado para o continente, a mais de dois mil quilômetros de distância. Gestantes também são aconselhadas a deixar a cidade próximo ao parto.
Caso alguém falhe ao ser transferido, a cremação é a alternativa, ainda que dependa de um longo licenciamento estadual antes da realização.
Longyearbyen fica em Spitsbergen, parte do arquipélago de Svalbard, e registra invernos com poucos dias de sol. A aurora boreal, porém, costuma encantar moradores e visitantes durante o ano.
A mineração permanece como atividade econômica central, sustentada pela taxa sobre o carvão exportado, financeira a infraestrutura pública de Svalbard.
Entre na conversa da comunidade