- A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul alerta sobre possível vínculo entre o uso de canetas emagrecedoras (agonistas do receptor de GLP‑1, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida) e queda de cabelo, associada à perda rápida de peso.
- A queda capilar ocorre porque a restrição calórica severa faz o corpo direcionar recursos para funções vitais, interrompendo o crescimento dos fios e levando ao eflúvio telógeno.
- A tirzepatida é apontada como a com maior potencial de provocar episódios de queda de cabelo, devido à velocidade e à magnitude da perda de peso observadas em ensaios.
- Não interrompa o tratamento prescrito nem inicie suplementos por conta própria; o excesso de certos nutrientes também pode ser prejudicial.
- O diagnóstico envolve investigar outras condições dermatológicas e metabólicas; prevenção inclui manejo multidisciplinar e manter proteína, ferro, zinco e vitaminas do complexo B em níveis adequados, com avaliação médica ao surgir afinamento ou coceira no couro cabeludo.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) emitiu um alerta técnico sobre a relação entre o uso de canetas emagrecedoras e queda de cabelo. O aviso envolve agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, usados no tratamento da obesidade e do diabetes.
Segundo a SBD-RS, a queda capilar não advém de toxicidade direta dos fármacos nos folículos, mas do efeito sistêmico da restrição calórica intensa e da menor absorção de nutrientes essenciais. O organismo prioriza funções vitais, interrompendo o ciclo de crescimento capilar.
O resultado é o eflúvio telógeno, com fios em fase de repouso acelerando a queda. A gravidade depende da velocidade e do grau da perda de peso induzida pelos tratamentos com GLP-1.
Diagnóstico diferencial e abordagem clínica
Pacientes não devem suspender o tratamento de forma espontânea nem iniciar suplementos sem orientação médica. O excesso de algumas substâncias pode agravar o quadro. É necessária avaliação para excluir outras condições dermatológicas e metabólicas.
Entre as possibilidades a considerar estão alopecia androgenética, alopecia areata, distúrbios hormonais, anemia por ferro e fatores de estresse psicossomático. A confirmação depende de avaliação médica detalhada.
Prevenção e recomendações
O manejo da obesidade deve ser multidisciplinar, associando tratamento médico e suporte nutricional. Manter proteínas de alto valor biológico, ferro, zinco e vitaminas do complexo B ajuda a sustentar o ciclo capilar.
Caso haja sinais como afinamento, áreas com queda localizada, descamação ou coceira no couro cabeludo, a orientação é procurar dermatologista. A SBD-RS disponibiliza a lista de profissionais credenciados no portal da associação.
Entre na conversa da comunidade