- Observatório Swift, lançado em dois mil e quatro, perde altitude mais rápido do que o previsto e pode reentrar na atmosfera ainda neste ano.
- Para evitar o fim da missão, a NASA selecionou a empresa Katalyst Space Technologies para desenvolver a nave robótica de resgate chamada LINK, que irá buscar, capturar e impulsionar o telescópio para uma órbita mais alta.
- A LINK será lançada em vinte e sete de junho, a bordo de um foguete Pegasus XL, e passará por uma série de testes antes de alcançar o Swift.
- A operação envolve usar braços robóticos para prender o observatório e elevá-lo gradualmente, enfrentando riscos como falhas técnicas, danos pelo envelhecimento e tempestades solares.
- Se tudo correr bem, a missão pode estender por até cinco anos a vida útil do Swift, um dos instrumentos mais importantes para estudar eventos cósmicos extremos.
Observatório Swift, da NASA, perdeu altitude de forma acelerada e pode reentrar na atmosfera ainda neste ano. A missão envolve uma nave robótica, capaz de localizar, capturar e impulsionar o telescópio para uma órbita mais alta. A operação é considerada a única chance de salvar uma peça-chave da astrofísica.
O Swift foi lançado em 2004 para detectar explosões de raios gama. Ao longo de 20 anos, completou o monitoramento de milhares de eventos cósmicos e contribuiu para avanços sobre a origem de elementos pesados. Atualmente, o observatório opera a cerca de 370 km de altitude, em queda acentuada.
A queda acelerou por causa de um ciclo solar mais ativo do que o previsto, que aquece a atmosfera externa e aumenta o arrasto sem propulsão própria no Swift. Em 2024, autoridades da missão reconheceram risco elevado de encerramento das operações em meses, não anos.
Detalhes da missão de resgate
Em setembro de 2025, a NASA selecionou a empresa Katalyst Space Technologies para desenvolver a nave LINK, robô de resgate. O veículo foi construído em apenas sete meses, dentro de um cronograma incomum para espaço. O lançamento está previsto para 27 de junho, a bordo de um foguete Pegasus XL.
Após o lançamento, LINK fará testes e iniciará manobras para alcançar o Swift. Armado com braços robóticos, o observatório deverá ser conectado gradualmente e levado a uma órbita mais estável ao longo de várias semanas. A ideia é evitar a reentrada e manter a missão ativa.
Desafios e riscos da operação
O maior obstáculo é que o Swift não foi projetado para receber esse tipo de ajuda. A captura exige precisão extrema e pode provocar danos estruturais ou falhas técnicas devido ao envelhecimento do equipamento. Além disso, tempestades solares podem acelerar a descida.
Caso a órbita do Swift caia para menos de cerca de 300 km, a recuperação pode não ser possível. A janela de atuação depende de fatores como a integridade do observatório e a variabilidade solar, segundo especialistas envolvidos no projeto.
Importância científica e expectativas
Se bem-sucedida, a operação pode prolongar a vida útil do Swift por até cinco anos, mantendo um observatório crucial para o estudo de eventos cósmicos extremos. Diversos astrônomos destacam a relevância do telescópio pela flexibilidade de observação e o tempo de resposta rápido que oferece.
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