- Novo Nordisk atingiu 100 pontos de coleta do programa Reciclaneta, que recolhe canetas injetáveis após o uso.
- Já foram recolhidas mais de 120 mil canetas, com atuação entre Rio de Janeiro e São Paulo.
- Em um período, cerca de 40% das canetas utilizadas retornaram aos pontos de entrega, demonstrando adesão dos pacientes.
- A companhia busca desenvolver no Brasil uma solução de reciclagem em escala, inspirada no modelo dinamarquês que transforma plástico de canetas em insumos para construção civil e mobiliário.
- A iniciativa integra a estratégia ambiental global da empresa, que inclui reduzir o plástico por paciente até 2033 e ampliar a circularidade dos materiais.
Desde 2021, a Novo Nordisk recolhe as canetas injetáveis usadas de Ozempic, Wegovy e Saxenda no Brasil e as encaminha para reciclagem, evitando que resíduos cheguem a aterros. A iniciativa é gerida pelo programa Reciclaneta, voltado à economia circular das embalagens.
Agora, a empresa anunciou a marca de 100 pontos de coleta no país, onde clientes podem deixar as canetas usadas para que o material tenha nova vida. Ao todo, o programa já acumula mais de 120 mil unidades recolhidas desde o início da iniciativa.
Patrícia Byington, head de sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil, afirma que a expansão veio após anos de pilotos. A executiva ressalta que a capilaridade é essencial para facilitar o descarte correto pelos pacientes.
Reciclagem de canetas emagrecedoras
A popularização das canetas injetáveis aumenta a demanda por soluções de descarte. Dados indicam crescimento de 88% no uso em 2025 frente a 2024, com famílias presentes em 33% dos lares em fevereiro de 2026, segundo pesquisas citadas pela empresa.
O Reciclaneta recebe apenas as canetas vazias, sem agulhas. As agulhas devem ser descartadas separadamente em recipientes rígidos e encaminhadas a unidades de saúde ou pontos autorizados.
A Novo Nordisk trabalha com logística reversa por meio de parceiros especializados e avalia reciclagem em escala no Brasil, buscando novos ciclos produtivos para o plástico das canetas. A inspiração vem da Dinamarca, onde o programa ReMed transforma o material em insumos para construção e mobiliário.
Parte de uma estratégia maior
A farmacêutica traça meta global de reduzir 30% do plástico utilizado por paciente até 2033, com base em 2024. As medidas incluem redesign de dispositivos, uso de materiais alternativos e maior circularidade.
O objetivo do Reciclaneta é viabilizar a coleta pós-consumo e criar ciclos produtivos, evitando desperdício de materiais aproveitáveis. O desafio permanece em ampliar o atendimento a pacientes sem ampliar o impacto ambiental.
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