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Bebidas açucaradas na infância elevam risco de hipertensão aponta estudo

Estudo com 25 mil jovens dos EUA liga consumo diário de bebidas açucaradas na infância a 52% maior risco de hipertensão na vida adulta

Um estudo de longo prazo realizado com cerca de 25 mil jovens americanos apontou uma associação entre o consumo frequente de bebidas açucaradas desde a infância e um maior risco de desenvolver hipertensão na vida adulta – depositphotos.com / lucidwaters
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  • Estudo de cerca de 25 mil jovens americanos acompanhados por 25 anos aponta associação entre consumo frequente de bebidas açucaradas na infância e maior risco de hipertensão na vida adulta.
  • Pessoas que consumiam duas ou mais porções diárias apresentaram 52% mais risco de hipertensão do que aquelas com ingestão inferior a três vezes por semana, mesmo ajustando por peso, atividade física e outros hábitos.
  • Consumir mais de um copo e meio de suco por dia teve relação com aumento de 35% no risco de pressão alta; o suco de laranja mostrou aumento adicional de 20% em comparação a outros sucos.
  • A relação observada é de associação, não prova de causalidade; ou seja, bebidas açucaradas estão ligadas à hipertensão, sem confirmar que a causa direta seja exclusiva.
  • Substituições simples podem reduzir o risco: trocar uma porção diária de bebida açucarada por fruta reduz em 22% o risco; substituir por água ou leite sem açúcar reduz em 13%.

O consumo de bebidas açucaradas na infância pode estar ligado a um maior risco de hipertensão na vida adulta. Estudo de longo prazo acompanhou cerca de 25 mil jovens americanos por 25 anos e avaliou hábitos alimentares e estilo de vida.

Os participantes responderam a questionários sobre o que bebiam e comiam, em intervalos de um a quatro anos. Dados apontaram relação entre padrões de consumo na juventude e pressão alta futura, mesmo ajustando fatores como peso e atividade física.

O estudo, publicado na Circulation, considera bebidas açucaradas como refrigerantes, sucos adoçados, chás prontos e isotônicos com açúcar. Os resultados destacam o papel dessas bebidas na saúde cardiovascular ao longo do tempo.

Associação observada e limitações

A pesquisa mostra Associação, não causalidade. Dados foram correlacionados com medições de peso, altura, pressão arterial e hábitos de vida, controlando fatores de risco, mas não elimina todas as variáveis possíveis.

Quem bebe duas ou mais porções diárias tem 52% de maior risco de hipertensão do que quem consome menos de três vezes por semana. Em sucos, o aumento foi de 35% para mais de um copo e meio diário.

Entre os sucos, o suco de laranja teve o pior desempenho, com 20% a mais de probabilidade de hipertensão. Os autores destacam que o açúcar é concentrado e as fibras da fruta inteira costumam faltar.

Substituições simples podem reduzir riscos

Trocar uma porção diária de bebida açucarada por fruta inteira reduziu o risco em 22%. Substituir por água ou leite mostrou queda de 13% na probabilidade de pressão alta.

Exemplos práticos sugeridos incluem: dar prioridade a frutas in natura; optar por água ou água com gás; incluir leite ou laticínios com baixo açúcar; reduzir energéticos adoçados.

Os autores ressaltam que a hipertensão é multifatorial, envolvendo genética, atividade física, consumo de sal e padrão alimentar. O estudo aponta bebidas açucaradas como um dos componentes relevantes ao longo do tempo.

Implicações para políticas públicas

A pesquisa não propõe proibições, mas sugere monitorar ingestão de bebidas com alto teor de açúcar. A análise de 25 anos acrescenta evidências sobre como escolhas na infância podem impactar a pressão arterial décadas depois. Fontes da pesquisa são citadas na publicação.

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