- Onda de calor atinge França, Espanha, Itália e Reino Unido, com máximas acima de 40°C em várias regiões, levando a fechamentos de escolas, cancelamentos de eventos e alterações em atrações turísticas.
- O fenômeno é causado pelo bloqueio ômega, uma massa de alta pressão que prende o calor e reduz a passagem de frentes frias, mantendo temperaturas elevadas por dias.
- Na França, pelo menos 40 pessoas morreram afogadas ao buscar alívio do calor, e parte do território ficou sob alerta vermelho; Paris teve horários de funcionamento de atrações reduzidos.
- Todos os países citados enfrentam impactos como redução de atividades, sobrecarga de energia e necessidade de abrigos climáticos para pessoas vulneráveis, com foco em sanitização, água e sombra.
- As previsões apontam que o calor deve permanecer intenso até pelo menos o próximo fim de semana, e o aquecimento do continente aumenta a possibilidade de novos recordes.
O calor extremo atinge boa parte da Europa nesta semana, com temperaturas acima de 40°C em France, Espanha, Itália e Reino Unido. O episódio provoca fechamento de escolas, cancelamento de eventos e interrupções em pontos turísticos. Autoridades apontam alerta máximo e comparam o evento à onda de calor de 2003.
França registra parte significativa de impactos: trens intermunicipais cancelados, Paris com fechamento antecipado de atrações como a Torre Eiffel e o Louvre. Em várias regiões, a prefeitura emitiu avisos de saúde e criou abrigos para grupos vulneráveis.
No Reino Unido, dezenas de escolas encerraram as aulas mais cedo devido às altas temperaturas. Em Madri e outras cidades espanholas, o calor levou à ativação de abrigos climáticos para moradores em situação de vulnerabilidade. Em Turim, a concessionária de energia dobrou turnos de trabalho para enfrentar quedas de energia.
O que está acontecendo na Europa?
O fenômeno é causado pelo bloqueio ômega, uma área de alta pressão rodeada por baixas pressões que funciona como uma tampa, impedindo a entrada de frentes frias. Sem passagem de frentes frias, o calor fica preso por dias, elevando temperaturas e pressão sobre a população.
Além disso, a ausência de ventos que movam as frentes atmosféricas reduz a dispersão do calor. Com céu pouco nublado, a radiação solar eleva ainda mais a temperatura do solo e do ambiente, mantendo a sequência de dias quentes.
Por que isso está acontecendo?
Especialistas apontam que não há consenso sobre como as mudanças climáticas afetam diretamente a frequência do bloqueio ômega. Contudo, há acordo sobre o aquecimento global intensificando ondas de calor, tornando-as mais frequentes e duradouras. Dados da Copernicus indicam aquecimento europeu acima da média global desde os anos 1980, com 2024 entre os mais quentes já registrados no continente.
Por que o episódio preocupa tanto?
O risco não se resume à temperatura; a duração do calor aumenta a pressão sobre a saúde pública, especialmente para idosos e vulneráveis. A persistência dificulta recuperação durante a noite e eleva casos de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardíacas e respiratórias.
O que está acontecendo em cada país?
- França: queda de 71 trens intermunicipais; atrações de Paris com horários reduzidos. O país registra ondas de calor prolongadas pela primeira vez com registros de tardes e noites extremamente quentes.
- Reino Unido: escolas encerram aulas mais cedo; muitos prédios antigos carecem de infraestrutura para suportar o calor.
- Espanha: alerta generalizado, com zonas como Andaluzia e País Basco em situação crítica; Madri cria abrigo climático com água, alimentação e higiene.
- Itália: em Turim, a energia é reforçada com turnos extras e geradores para reduzir interrupções elétricas.
- Alemanha: DHL distribui kits de proteção aos carteiros com itens para resfriamento.
O que esperar nos próximos dias?
Pronósticos indicam continuidade do calor intenso em grande parte da Europa ao menos até o próximo fim de semana. França pode registrar até 43°C em áreas específicas; Reino Unido projeta temperaturas ao redor de 37°C, com possibilidade de recordes históricos para junho. A duração depende do enfraquecimento do bloqueio ômega.
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