- A China venceu os EUA no ranking TOP 500, com o LineShine, instalado no National Supercomputing Centre em Shenzhen, atingindo 2.198 exaflops por segundo.
- O LineShine deixou para trás o El Capitan, que ficou em segundo; a lista atualizada foi divulgada nesta terça-feira e marca a estreia do equipamento na avaliação.
- Em desempenho em aplicações reais com uso intenso de dados, o LineShine lidera com 22,00 HPCG-petaflop/s, enquanto o El Capitan tem 17,41 HPCG-petaflop/s.
- O sistema usa CPUs customizadas com a plataforma LingKun, possui 13,79 milhões de núcleos e chips LX2 de 304 núcleos a 1,55 GHz; é conectado pela plataforma LingQi e gerenciado pelo sistema operacional Kylin OS.
- No teste HPL-MxP, voltado a IA, o LineShine ficou em quarto lugar; especialistas citam a oferta restrita de chips de IA devido a sanções como possível reason para o desempenho.
O LineShine, supercomputador desenvolvido pelo Shenzhen Cloud Computing Center, assumiu o topo do ranking TOP 500, superando o antigo líder dos EUA, o El Capitan. A atualização mais recente foi publicada na terça-feira (23) e marca a estreia oficial do equipamento chinês na lista.
Instalado no National Supercomputing Centre (NSCS) em Shenzhen, o LineShine atingiu 2.198 exaflops por segundo, tornando-se o primeiro a superar a marca de 2 exaflops. O equipamento lidera também em aplicações de dados massivos com uso intensivo, como simulações ambientais.
Detalhes do LineShine
O supercomputador utiliza CPUs customizadas com a plataforma LingKun, totalizando 13,79 milhões de núcleos a 1,55 GHz. O design prioriza independência de fornecedores ocidentais, conectado pela plataforma LingQi e gerenciado pelo sistema operacional Kylin OS.
Apesar do desempenho bruto impressionante, o LineShine não atingiu a pontuação máxima em todos os benchmarks. Em termos de eficiência energética, ele consome 42,2 MW, ficando em segundo lugar, atrás do El Capitan.
Desempenho e limitações
No teste HPL-MxP, que aproxima o uso típico de IA, o LineShine ficou em quarto lugar. Especialistas citados pela Reuters apontam que a posição pode refletir a disponibilidade restrita de chips de IA diante de sanções e restrições comerciais em vigor.
O ranking também ilustra a continuidade da disputa entre China e Estados Unidos pela liderança em supercomputação. Embora a China tenha voltado ao topo, o El Capitan manteve-se à frente em eficiência energética, demonstrando perfis diferentes entre as máquinas.
Longe da liderança, São Paulo anunciou planos para um supercomputador de IA público-privado nos próximos anos, como parte de iniciativas regionais de pesquisa e inovação.
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