Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cocô fossilizado de 700 mil anos indica que esquilos comiam mamutes

DNA de mamutes e dezoito outras espécies detectado em cocô de esquilos pré-históricos de Yukon revela dieta diversificada e lições para ecossistemas do passado

Esquilo-terrestre marrom com patas escuras perto da boca, à esquerda. À direita, um mamute lanoso com presas grandes e curvadas, em um cenário de montanhas e céu azul
0:00
Carregando...
0:00
  • Cocô fossilizado de esquilos-do-ártico encontrados em túneis do permafrost canadense contêm DNA de mamutes, bisões e tigres-dente-de-sabre, em amostras com idades entre 300 mil e 700 mil anos.
  • Estudo, publicado na Nature Communications, também identificou genomas de dezoito outras espécies, incluindo cavalos e lobos-cinzentos.
  • Os resultados indicam dieta diversificada dos esquilos daquela era, que eram onívoros oportunistas, com alimentação que incluía plantas, fungos, insetos e, quando possível, carne.
  • Pesquisadores sugerem que os animais podem ter se alimentado de carcaças para obter cálcio dos ossos, em vez de caçar ativamente presas maiores.
  • O trabalho destaca o potencial de o DNA nos excrementos permitir compreender ecossistemas do passado e indicar como o clima e a ecologia evoluíram, especialmente com o degelo do permafrost.

No Canadá, cocôs fossilizados de esquilos-do-ártico, coletados em túneis do permafrost, revelam dados de DNA de mamutes, bisões e tigres-dente-de-sabre. Os achados ajudam a entender dietas antigas e ecossistemas do passado.

As amostras, datadas entre 300 mil e 700 mil anos atrás, foram analisadas por pesquisadores que revisitam túneis de Yukon, explorados no início do século 20. O estudo aponta presença de DNA de várias espécies no material excretado.

A pesquisa aponta que os esquilos tinham dieta diversificada, incluindo plantas, fungos e, possivelmente, carcaças. O DNA preservado permitiu reconstruir genomas de 18 espécies, entre elas cavalos e lobos-cinzentos.

Descobertas em DNA no permafrost

Tyler Murchie, coautor do estudo, explica que o gelo ajuda a conservar materiais biológicos por longos períodos. Segundo ele, o permafrost derretido traz informações sobre vida, clima e ecossistemas antigos.

A publicação na Nature Communications detalha como o DNA em cocôs permite entender alimentação animal e relações ecológicas de eras remotas. Pesquisadores destacam a importância de conservar o permafrost.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais