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Declínio da visão central em idosos é tema de estudo

Atrofia geográfica, estágio avançado da degeneração macular seca, é pouco reconhecida no Brasil e compromete visão central e autonomia

Foto: Divulgação / DINO
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  • Atrofia geográfica é o estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade do tipo seca, levando à perda irreversível da visão central.
  • A DMRI afeta a mácula e compromete tarefas diárias como leitura, reconhecimento de rostos e direção; no Brasil, a população com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões em 2022.
  • Globally, a DMRI atinge cerca de 200 milhões de pessoas, com 5 milhões passando pela atrofia geográfica; no Brasil, ainda não há tratamentos aprovados para a forma geográfica, embora existam opções no exterior.
  • Sinais de alerta incluem linhas retas distorcidas, dificuldade para ler, reconhecer rostos e visão central embaçada; o diagnóstico precoce é crucial para o manejo clínico.
  • A subnotificação ocorre pela pouca nomeação da doença na prática clínica; é necessário ampliar informação e diálogo entre pacientes, familiares e médicos para melhorar a vigilância e o cuidado.

O reviewed da visão central em idosos é a atrofia geográfica, estágio avançado da DMRI do tipo seca. A doença compromete a visão central, reduz a autonomia e a qualidade de vida, evoluindo de forma lenta e irreversível.

A DMRI relacionada à idade é uma das principais causas de perda visual acima dos 50 anos. No Brasil, o envelhecimento acelerado já eleva a demanda por acompanhamento oftalmológico, com a prevalência de DMRI estimada em 15,1% entre pessoas com mais de 60 anos e 31,5% entre 80 anos ou mais.

Globalmente, a DMRI atingiu cerca de 200 milhões de pessoas, com projeção de 288 milhões até 2040. A atrofia geográfica envolve cerca de 5 milhões de indivíduos no mundo. Doutor Laurentino Biccas destaca a necessidade de tirar a doença da invisibilidade e reforçar o papel da informação para pacientes e cuidadores.

Principais sinais de alerta

A doença ocorre em duas formas: úmida, tratável com terapias intraoculares, e seca, sem opções que retardem a evolução de forma geral. A atrofia geográfica não tem tratamento aprovado no Brasil, mas já há terapias externas que retardam a progressão em outros países.

Sinais comuns incluem distorção de linhas, dificuldade de leitura, dificuldade para reconhecer rostos, visão central embaçada e piora progressiva. O acompanhamento médico é essencial para orientar o manejo e a jornada do paciente.

Para a Retina Brasil, a conscientização é decisiva. A entidade aponta que muitos pacientes relatam falhas na explicação do diagnóstico, o que reforça a necessidade de participação ativa na conversa com o médico. A informação adequada ajuda na compreensão sobre evolução e tratamentos.

A subnotificação da atrofia geográfica é comum na prática clínica, o que dificulta o reconhecimento da progressão a partir da DMRI seca. Explicar a doença dentro do quadro geral da DMRI aumenta a vigilância e estimula o monitoramento dos sinais de alerta.

Do ponto de vista de saúde pública, o problema envolve impactos que vão além da visão, como maior risco de acidentes, dificuldades de autocuidado e carga para familiares. Dados detalhados sobre a atrofia geográfica ainda são limitados, o que dificulta a mensuração oficial.

A Astellas Farma lidera ações de conscientização para ampliar o diálogo entre pacientes, familiares e médicos, destacando a importância da educação em saúde para a DMRI e seus estágios.

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