- Hapvida inaugurou a ampliação do Centro de Pesquisa Clínica em São Paulo; o novo espaço tem 444 metros quadrados, oito vezes maior que a estrutura anterior.
- O investimento em infraestrutura fica entre 1 milhão e 1,5 milhão de reais, com o objetivo de aumentar a participação da empresa em estudos clínicos e atrair farmacêuticas.
- A companhia utiliza inteligência artificial nas atividades de pesquisa clínica para identificar pacientes elegíveis, reduzindo em até 80% o tempo de seleção, inclusive para casos raros.
- As pesquisas atuais concentram-se em oncologia, doenças raras e doenças imunomediadas; a meta para 2026 é incluir 1.400 pacientes, já tendo passado de 1.000, com taxa de retenção de 95,8%.
- A Hapvida mantém rede de 88 parceiros e projeta publicar 20 artigos científicos em revistas indexadas no PubMed em 2026; a empresa atende cerca de 16 milhões de beneficiários e possui 84 hospitais.
A Hapvida inaugurou a ampliação do seu Centro de Pesquisa Clínica (CPC) em São Paulo nesta terça-feira, 23. O objetivo é expandir a participação da operadora em estudos clínicos e fortalecer parcerias com a indústria farmacêutica. A atuação ganha fôlego com a nova estrutura.
O novo CPC tem 444 metros quadrados, oito vezes maior que a instalação anterior. O investimento em infraestrutura ficou entre 1 milhão e 1,5 milhão de reais, segundo o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro.
A expansão busca aumentar a atratividade da Hapvida para empresas que desenvolvem pesquisas clínicas no Brasil. A companhia ressalta que o centro pode atuar como polo de investimento na cadeia de saúde, especialmente junto a farmacêuticas.
Ampliação e uso de IA
Além da área física, a Hapvida avança no uso de inteligência artificial nas atividades de pesquisa clínica. Por meio de uma plataforma própria, a empresa afirma ter reduzido em 80% o tempo para identificar pacientes elegíveis para estudos.
Bruno Pinto, vice-presidente de Relacionamento Médico, destaca que a IA facilita o direcionamento de pacientes com condições raras ou cânceres raros para pesquisas. A abordagem amplia o alcance nacional da empresa.
Atualmente, as pesquisas concentram-se em oncologia, doenças raras e doenças imunomediadas. A Hapvida pretende incluir 1.400 pacientes em novos estudos até 2026; já foram selecionados mais de 1.000 participantes, com taxa de retenção de 95,8%.
Rede, publicações e alcance
Segundo Gustavo Ribeiro, a atuação nacional e a diversidade de pacientes fortalecem o interesse de farmacêuticas em conduzir pesquisas no Brasil. O CPC está alinhado a uma rede de 88 parceiros, envolvendo pesquisa, dados do mundo real e encaminhamentos de pacientes.
A Hapvida proyecta publicar 20 artigos científicos indexados no PubMed em 2026. Em 2025, a empresa encerrou o ano com 21 publicações; até maio, já somavam 13. A rede da companhia atende cerca de 16 milhões de beneficiários em todo o país, incluindo hospitais, unidades de pronto atendimento, clínicas médicas e centros de diagnóstico.
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