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Inovações aceleram perda de peso e redução de gordura visceral

Novas terapias para obesidade reduzem gordura visceral e peso próximo ao observado na bariátrica; cresce a desinformação e promessas sem validação

Ainda em teste, retatrutida mostrou perda de peso próxima de 30%, número que se aproxima dos observados após algumas modalidades de cirurgia bariátrica (Foto: VEJA SAÚDE/VEJA)
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  • O congresso da Associação Americana de Diabetes, em New Orleans, sinalizou uma revolução na obesidade e no diabetes, ressaltando a mudança de visão da doença como consequência de escolhas para um problema biológico complexo.
  • A retatrutida apresentou perdas de peso próximas de 30%, chegando a se equiparar, em alguns casos, a resultados de cirurgias bariátricas.
  • No estudo SYNCHRONIZE-1 com survodutida, o tratamento diário de GLP-1 e glucagon reduziu a gordura visceral em cerca de 34% e a gordura hepática em cerca de 63%, com mais de 90% da perda de peso advindo da massa gorda.
  • O evento destacou o surgimento de várias plataformas terapêuticas, incluindo moléculas orais como orforgliprona, além de combinações para potencializar mecanismos metabólicos e preservar massa muscular.
  • Pontos de atenção foram discutidos sobre desinformação e mercados oferecendo protocolos não validados; reforçou-se a importância de manter evidência científica e garantir acesso seguro aos tratamentos.

O congresso da Associação Americana de Diabetes, em New Orleans, revelou avanços significativos no tratamento da obesidade e do diabetes. Novas terapias começaram a redefinir a medicina, mostrando perdas de peso expressivas e redução de gordura visceral.

Entre as inovações, a retatrutida apresentou queda de peso próxima a 30% em resultados do estudo TRIUMPH-1, chegando a níveis observados em algumas cirurgias bariátricas. A pesquisa é ainda em fase de teste.

O SYNCHRONIZE-1, com survodutida, combinou agonismo de GLP-1 e glucagon. O GLP-1 reduz fome, enquanto o glucagon pode estimular uso de energia. Houve queda de gordura visceral de cerca de 34% e de gordura hepática em torno de 63%.

A perda de peso ocorreu majoritariamente pela redução de massa gorda, respondendo por mais de 90% do ganho. Tecido adiposo visceral e esteatose hepática são fatores centrais na inflamação, resistência à insulina e risco cardiovascular.

Mudanças não são apenas de peso. Inúmeras plataformas surgem: moléculas orais, como a orforgliprona, podem ampliar opções sem injeções; combinações farmacológicas visam preservar massa muscular e melhorar a saúde metabólica.

Avanços versus riscos

A velocidade das inovações coloca em evidência a necessidade de validação rigorosa e evitar atalhos no mercado. Protocolos sem validação científica aparecem em redes sociais e clínicas de luxo, o que aumenta o risco de desinformação.

Especialistas destacam que a revolução da obesidade depende de evidência sólida para confirmar ganhos em metabolismo, função física e redução de risco cardiovascular, sem comprometer a segurança.

O tema permanece em aberto: além da balança, mede-se impacto em inflamação, função hepática e trajetória da doença. A comunidade científica ressalta responsabilidade no acesso às terapias.

Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, comenta que a era pode mudar a medicina de obesidade, desde que a ciência guie o uso clínico de novas terapias. Fonte: especialistas do Congresso de diabetes.

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