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Mãe engravida após ovodoação e agradece à ciência

Diagnosticada com endometriose severa e baixa reserva ovariana, Germana recorreu à ovodoação e hoje celebra a maternidade de Antonio, aos três anos

Germana Delage com o filho — Foto: Arquivo pessoal
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  • Germana Delage, jornalista de Belo Horizonte, teve diagnóstico de endometriose severa e baixa reserva ovariana após quase um ano de tentativas de gravidez e uma perda gestacional precoce.
  • Ela optou pela ovodoação, escolheu a doadora e fez acompanhamento com nutricionista especializado em fertilidade e sessões de acupuntura.
  • Foram transferidos dois embriões e a gravidez foi confirmada durante férias na Bahia; Antonio nasceu há quase três anos.
  • A ovodoação é apresentada como caminho possível quando os óvulos não são viáveis; a chance de sucesso com óvulos doados é de 60% a 70% por tentativa, com mais de 40 anos.
  • Germana pretende ampliar a discussão sobre infertilidade, endometriose e ovodoação, destacando que o amor vai além do DNA.

Germana Delage, jornalista de Belo Horizonte, enfrentou uma sequência de desafios para ter filho aos 39 anos. Após quase um ano de tentativas e uma perda gestacional precoce, buscou ajuda médica especializada.

Diagnosticada com endometriose severa, ela passou por tratamentos hormonais e uma cirurgia complexa. A descoberta da baixa reserva ovariana a levou a considerar opções de reprodução assistida, entre elas a ovodoação.

Hoje, aos 43, Germana é mãe de Antonio, 3 anos. Ela relata que a ideia inicial de gravidez natural deu espaço à decisão informada de seguir pela ovodoação, com escolha da doadora, acompanhamento nutricional e sessões de acupuntura.

Entenda a ovodoação

A ovodoação envolve a utilização de óvulos de uma doadora para fecundar em laboratório e transferir o embrião ao útero da paciente. Indicado quando os óvulos da mulher não são viáveis, costuma ser usada em casos de falência ovariana, endometriose ou histórico de falhas em tratamentos.

Segundo o Dr. Rodrigo Rosa, a idade do óvulo é fator determinante. A chance de sucesso é de 60% a 70% por tentativa com óvulos doados, frente a cerca de 5% com óvulos próprios em mulheres na faixa dos 40 anos ou mais.

O processo envolve escolher a doadora compatível, que pode ser indicada pela própria clínica ou selecionada em bancos de óvulos. Os óvulos são fertilizados, gerando embriões que são transferidos para o útero da paciente.

Após gravidez em mulheres acima de 40, o acompanhamento deve ser individualizado. Os especialistas alertam para riscos como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro, exigindo monitoramento mais rigoroso.

Impacto e desfechos

Germana afirma que a experiência foi marcada pela coragem e pela ciência. Ela reforça a importância de discutir infertilidade, endometriose e ovodoação de forma aberta, para reduzir dúvidas entre futuras mães.

Ela descreve o momento da confirmação da gravidez como um divisor de águas, vivido durante as férias na Bahia. Hoje, reforça que o amor transcende o DNA e que a decisão ajudou a realizar o sonho de ter um filho.

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