- Um mini-robô intraoral, chamado MIR, desenvolvido na Universidade de Basel, pode preparar dentes para coroas de forma automatizada e está em fase experimental.
- O dispositivo, com dimensões semelhantes às de uma rolha de vinho, opera dentro da boca ligado a uma placa dentária personalizada e controlado externamente.
- O MIR visa encurtar o tratamento: após escaneamento digital, o dentista planeja a remoção de material e a encomenda da coroa, e o robô executa a preparação conforme o planejamento.
- Em testes com modelos de dentes, o robô mostrou precisão de erro inferior a 0,2 milímetro, força de perfuração abaixo de 5 newtons e ruído baixo, com boa aceitabilidade pelos pacientes.
- Ainda serão realizados mais avanços, como a adição de sensores e de uma câmera para monitoramento em tempo real, mantendo o tamanho compacto do equipamento.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, desenvolveu um mini-robô capaz de preparar dentes para receber coroas de forma automatizada. O MIR, como é chamado, atua dentro da cavidade oral e promete encurtar etapas do tratamento restaurador, reduzindo a necessidade de consultas adicionais.
O equipamento tem 43 mm de comprimento, 26 mm de largura e 28 mm de altura, dimensões próximas às de uma rolha de vinho. O estudo foi publicado em abril na revista IEEE Transactions on Medical Robotics and Bionics. O objetivo é que o robô execute a preparação dentária conforme planejamento digital previamente definido pelo dentista.
Como funciona o MIR
O MIR utiliza uma placa dentária personalizada como base de montagem. O robô permanece fixo à placa, movendo-se com o paciente durante o procedimento. Motores e controles ficam fora da boca, conectados por eixos flexíveis e cabos que transmitem os movimentos necessários para a perfuração e o desgaste.
Resultados dos testes e próximos passos
Em testes com modelos de dentes de resina e com cerâmica de dureza similar ao esmalte, o MIR apresentou erro de posicionamento inferior a 0,2 milímetro. A força durante a perfuração ficou abaixo de 5 N, considerada compatível com procedimentos intraorais. O ruído gerado também foi classificado como suportável para pacientes.
O próximo objetivo é integrar sensores e uma câmera para monitorar posição e andamento em tempo real, sem ampliar o tamanho do dispositivo. A equipe também planeja aperfeiçoar a segurança e a confiabilidade do sistema durante a clínica.
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