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NASA planeja missão para evitar queda de telescópio na Terra

Nasa planeja missão de resgate para evitar a reentrada do observatório Swift, capturá-lo e reposicioná-lo em órbita mais alta até 2026

Ilustração da espaçonave de resgate Link (à esquerda) ao encontro do Swift (à direita)
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  • O Observatório Neil Gehrels Swift, em operação desde 2004, está perdendo altitude e pode reentrar na atmosfera da Terra em 2026.
  • A NASA planeja uma missão de resgate com uma nave robótica chamada Link para capturar o observatório e reposicioná-lo em uma órbita mais alta.
  • A Link deve ser lançada em 27 de junho por um foguete Pegasus XL, após fase de testes, pela empresa Katalyst Space Technologies.
  • O Swift monitora explosões de raios gama e já identificou mais de 2 mil eventos, ajudando a entender processos que criam elementos pesados como ouro e platina.
  • Entre os desafios estão o desgaste do equipamento após mais de vinte anos no espaço, possíveis falhas na captura e tempestades solares que podem acelerar a queda, além de testar recuperação de ativos em uso.

O Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, está perdendo altitude após mais de 20 anos em órbita. A reentrada na Terra é uma possibilidade para 2026. Para evitar esse cenário, a Nasa planeja uma missão de resgate com uma nave robótica capaz de capturar o telescópio e reposicioná-lo em uma órbita mais alta.

O Swift, lançado em 2004, tem como missão observar explosões de raios gama. Ao longo das duas últimas décadas, identificou mais de 2 mil eventos e se tornou ferramenta importante para a astronomia. Sem propulsão própria, o observatório depende de intervenções externas para manter sua posição.

Em 2025, a Nasa selecionou a Katalyst Space Technologies para desenvolver a nave Link. A expectativa é que a Link seja lançada em 27 de junho, a bordo de um foguete Pegasus XL, para iniciar a aproximação, captação e transferência para uma órbita mais segura.

Desafios operacionais

A operação envolve riscos, como desgaste do Swift após décadas de uso e possíveis falhas durante a captura. Além disso, tempestades solares podem acelerar a queda, exigindo ajustes rápidos na estratégia de reposicionamento.

A missão representa também um teste de abordagem de engenharia: recuperar ativos em órbita com o objetivo de prolongar sua vida útil antes de substituir por novos equipamentos. O sucesso pode pavimentar caminhos para futuras intervenções semelhantes.

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