- A Nasa vai rebocar o telescópio Swift, lançado em 2004, que está caindo em direção à Terra.
- Hoje ele fica a cerca de 370 quilômetros de altitude, bem abaixo dos 600 quilômetros originais, com a queda acelerada pela atividade solar.
- A missão usa a nave robótica LINK, da empresa Katalyst Space Technologies, para capturar o Swift e empurrá-lo de volta a uma órbita mais alta.
- O contrato, de US$ 30 milhões, foi concedido em setembro de 2025, com prazo curto para preparação.
- Se der certo, a operação pode abrir caminho para reparos robóticos de satélites no espaço, evitando o abandono de equipamentos antigos.
O Observatório Neil Gehrels Swift, lançado pela Nasa em 2004, corre o risco de entrar na atmosfera. Uma pequena nave robótica deverá alcançá-lo centenas de quilômetros acima da Terra para reestabelecer sua órbita. A operação busca evitar a queda do telescópio no solo.
Swift observa explosões de raios gama, fenômenos extremamente energéticos que marcam o fim de estrelas massivas ou colisões de objetos densos. O observatório detecta uma explosão e rapidamente aponta seus instrumentos para estudar o evento com cooperação de outros instrumentos na Terra e no espaço.
O observatório perdeu altitude ao longo de anos, passando de cerca de 600 km de altitude para aproximadamente 370 km. O motivo é a resistência da atmosfera, que, mesmo em órbita, reduz gradualmente a velocidade dos satélites. O aumento da atividade solar acelera esse processo.
A Nasa estimou que o Swift poderia ficar ativo até o início da década de 2030, mas em 2024 avaliou que o tempo restante seria menor, com risco de perda já em 2026. A agência contratou a Katalyst Space Technologies para enviar o resgatador robótico.
Operação complicada
No lançamento, o objetivo é capturar o Swift com braços mecânicos da espaçonave de resgate e, em seguida, impulsioná-lo para uma órbita mais alta. O desafio é que o Swift não foi projetado para acoplamento com outras naves, exigindo soluções inovadoras para segurar o telescópio sem danificar seus instrumentos.
A missão, denominada LINK, recebeu um contrato de 30 milhões de dólares em setembro de 2025. A pequena nave robótica deve chegar ao Swift em semanas, depois de percorrer algumas centenas de quilômetros. Todo o trabalho será feito de forma autônoma, sem astronautas a bordo.
Quem acompanha o caso aponta que a operação envolve alto risco, dadas as limitações técnicas e o curto prazo de preparação. Brad Cenko, astrofísico e pesquisador principal do programa Swift, descreveu o prazo como extremamente desafiador para os padrões da exploração espacial.
Paralelamente, a comunidade científica acompanha o impacto da possível recuperação. A interrupção das observações do Swift, desde fevereiro, permitiu ajustes na posição para reduzir a resistência atmosférica. A expectativa é de que, se bem-sucedida, a missão abra caminho para futuras estratégias de manutenção de satélites antigos por meio de naves robóticas.
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