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Nova espécie de tubarão que anda em corais é descoberta na Papua-Nova Guiné

Nova espécie de tubarão-que-andar é descoberta junto a recifes rasos de Papua-Nova Guiné, elevando para dez o total de espécies conhecidas

A nova espécie de tubarão de Watota, Milne Bay, ao largo da costa sudeste de Papua-Nova Guiné.
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  • Pesquisadores identificaram uma nova espécie de tubarão-que-andam, Hemiscyllium dudgeonae, na costa sudeste de Papua-Nova Guiné.
  • A descoberta eleva para dez o número de espécies conhecidas desse grupo raro de tubarões-tapete que caminham pelo fundo de recifes rasos.
  • Após avistarem um exemplar, a equipe encontrou mais 11 indivíduos em três locais diferentes, incluindo machos, fêmeas, juvenis e adultos.
  • A confirmação ocorreu por meio de dados genéticos, que compararam o DNA com o de outras nove espécies já conhecidas.
  • A espécie recebeu o nome em homenagem à pesquisadora Christine Dudgeon, por seus 20 anos de estudo sobre o gênero Hemiscyllium.

Pela costa sudeste de Papua-Nova Guiné, pesquisadores identificaram uma nova espécie de tubarão-que-andam, o Hemiscyllium dudgeonae, encontrado perto de recifes de coral em águas rasas. A descrição ocorreu em 15 de junho, em publicação no Journal of the Ocean Science Foundation.

A descoberta elevou para 10 o total de espécies conhecidas desse grupo raro de tubarões-tapete que caminham com as nadadeiras em fundos recifais. Machos, fêmeas, juvenis e adultos apresentaram o mesmo padrão corporal, indicando uma espécie ainda não descrita.

Após avistar o primeiro exemplar, a equipe localizou mais 11 indivíduos em três locais diferentes, confirmando a consistência da morfologia. Dados genéticos compararam Hemiscyllium dudgeonae com as nove espécies já existentes, comprovando a novidade.

A espécie recebeu o nome em homenagem à pesquisadora Christine Dudgeon, pelos 20 anos de estudos sobre o gênero Hemiscyllium. A pesquisa reforça a importância de áreas rasas para a biodiversidade de tubarões-que-andam.

Os tubarões-que-andam são distintos por viverem próximo aos recifes, não no mar aberto. Eles caminham no fundo com as nadadeiras, etapa útil durante marés baixas e baixos níveis de oxigênio, para caçar em áreas rasas.

Especialistas destacam que muitos indivíduos permanecem próximos de seus habitats de origem, o que pode dificultar a recolonização de áreas degradadas. Espécies com distribuição restrita costumam ser vulneráveis a perturbações locais.

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