- Isabelcristinia aromatica, planta rara descoberta na Caatinga, é a única representante conhecida de seu gênero no mundo.
- A coleta ocorreu em Petrolina, em área rochosa de clima semiárido, e a espécie pertence à família Linderniaceae.
- O estudo, publicado pela Journal of the Brazilian Chemical Society, descreve o primeiro perfil químico da planta, com 38 compostos identificados, incluindo iridoides e flavonoides.
- Técnicas como cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS) e a plataforma GNPS foram usadas para analisar os extratos das folhas.
- A pesquisa contou com colaboração da Univasf, UFPB, USP (Ribeirão Preto) e Universidade de Washington, e segue em andamento para isolamento de compostos e avaliação de efeitos do extrato.
A Caatinga abriga uma planta rara batizada de Isabelcristinia aromatica. A espécie foi identificada em rochas de Petrolina, em Pernambuco, durante estudo publicado na Journal of the Brazilian Chemical Society. Trata-se da única representante conhecida de seu gênero no planeta.
A descoberta foi realizada por uma equipe brasileira com cooperação internacional. Os pesquisadores José Alves Siqueira e Elaine Nunes coletaram o exemplar e coordenaram as análises no Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf.
O estudo descreve pela primeira vez o perfil químico da planta e aponta a ocorrência exclusiva da espécie na Caatinga, ambiente de solos rasos e alta exposição ao sol. O nome Isabelcristinia homenageia a docente Isabel Cristina Machado, da UFPE.
Composição química
Os pesquisadores identificaram cerca de 38 compostos naturais nas folhas, incluindo iridoides e flavonoides. Técnicas como LC-MS foram usadas para mapear as substâncias presentes, mesmo sem isolamento completo.
A plataforma GNPS foi empregada para comparar dados com bancos internacionais, organizando os compostos em redes de similaridade. O objetivo é facilitar a identificação na ausência de isolamento total.
Linhas de pesquisa e colaboradores
A equipe incluiu pesquisadores da UFPB, USP-RP e a University of Washington, nos EUA. O estudo integra projetos sobre biodiversidade da Caatinga e caracterização química de espécies nativas.
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