- A documentarista Rory Kennedy revisita a Boeing após a morte do denunciante John Barnett, ocorrido em 2024 em Charleston, Carolina do Sul.
- Barnett, inspetor de qualidade com trinta e dois anos na Boeing, havia alertado para falhas de segurança e citava rubricas de proteção contra falhas em aeronaves.
- Kennedy e o produtor Mark Bailey lançaram o filme sequel Freefall: A Reckoning for Boeing, disponível na Netflix a partir de agosto.
- O documentário mostra que Barnett documentou falhas, como peças defeituosas instaladas em janelas de passageiros, e um índice de falha de 25% nos sistemas de oxigênio de emergência do 787 Dreamliner.
- A Boeing não cooperou com o filme; Kennedy questiona se a empresa realmente mudou e destaca a prioridade dada ao lucro em detrimento da qualidade e da segurança.
Rory Kennedy apresenta Freefall: A Reckoning for Boeing, filme que revisita a Boeing após a morte de John Barnett, denunciando falhas de segurança na fabricante. Barnett, inspetor de qualidade e denunciante, foi encontrado morto em 2024 em Charleston, Carolina do Sul.
O documentário mostra que Barnett, que trabalhou 32 anos na Boeing, alertou sobre falhas de qualidade e falta de peças. Segundo o filme, trabalhadores sem experiência foram contratados para a linha do 787 Dreamliner, com relatos de processos de aprovação inadequados.
Kennedy diz que, ao conhecer Barnett, passou a enxergar a gravidade dos relatos internos. O filme utiliza documentos, depoimentos e imagens de câmeras ocultas para mapear problemas de produção e controle de qualidade na fábrica da empresa em Charleston.
Contexto do filme
Freefall detalha a gestão da Boeing a partir de 2005, quando Jim McNerney assumiu a presidência. A produção do 787 é descrita como alvo de cortes orçamentários e terceirização, gerando atraso e falhas de integração entre componentes.
O documentário também aborda o histórico de denúncias de Barnett, que sofreu retaliações e pressões para não registrar suas preocupações por escrito. Em 2017 ele entrou com uma denúncia formal ao Departamento do Trabalho e se aposentou precocemente.
Al Jazeera e outras fontes estão no material, com cenas que questionam a confiabilidade de airbags, ferramentas de inspeção e inspeções de segurança. O filme cita ainda um episódio envolvendo o 737 Max e avaliou a resposta corporativa a denúncias de falhas.
Sobre a distribuição e cooperação
Boeing não participou do filme, assim como ocorreu no antecessor de Kennedy. Freefall estreia na Netflix em agosto, ampliando a linha de trabalhos da diretora sobre casos de segurança na indústria aeroespacial.
Kennedy ressalta que a empresa enfrenta escrutínio público constante e que mudanças estruturais ainda são duvidosas. A diretora afirma ter experiências de voo com aeronaves distintas da linha Dreamliner, mantendo um olhar crítico sobre a segurança.
A obra de Kennedy se conecta a uma produção anterior, The Case Against Boeing, e compõe um eixo de investigações sobre qualidade, responsabilidade corporativa e impactos aos trabalhadores. A equipe afirma manter a linha jornalística sem posicionalismo político.
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