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USP desenvolve biossensor que identifica Bacillus cereus em alimentos

Biossensor da USP detecta Bacillus cereus com rapidez e precisão, potencializando o controle de contaminação em linhas de produção de alimentos

O trabalho faz parte de uma linha de pesquisa bastante ativa no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia da USP de São Carlos: Foto: Marcos Santos / USP Imagens
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  • A USP de São Carlos desenvolveu um biossensor capaz de reconhecer Bacillus cereus, bacteria que pode contaminar alimentos.
  • o sensor funciona com um eletrodo impresso, no qual fica imobilizada a proteína endolisina, que identifica a bactéria e gera uma alteração elétrica detectável.
  • o trabalho integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia, em linha com diagnósticos rápidos e dispositivos analíticos descartáveis.
  • segundo o pesquisador Valtencir Zucolotto, o biossensor oferece resultado rápido sem perder precisão, possibilitando uso como screening em linhas de produção.
  • o projeto está em estágio de protótipo de laboratório, com patente pela Agência USP de Inovação, e busca parcerias para escalonamento e transferência de tecnologia.

O Instituto de Física de São Carlos da USP (IFSC) desenvolveu um biossensor capaz de reconhecer Bacillus cereus, bactéria que contamina alimentos e pode causar intoxicações. O dispositivo oferece resultados rápidos sem perder precisão, podendo impactar linhas de produção no agronegócio e na indústria alimentícia. A pesquisa integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia da USP de São Carlos.

O biossensor utiliza um eletrodo impresso com uma proteína específica que reconhece a bactéria. Ao entrar em contato com uma amostra, ocorre uma modificação na superfície do eletrodo, detectada por meio de sinais elétricos. O projeto busca oferecer uma ferramenta analítica, miniaturizada e descartável para diagnóstico.

A protótipação está em estágio de laboratório, com patenteável via Agência USP de Inovação. A equipe pretende buscar parcerias para escalonamento e transferência de tecnologia, mantendo o foco em aplicações em alimentação e diagnóstico rápido.

Como funciona

O sistema é composto por um eletrodo impresso com a proteína endolisina, derivada de bacteriófago. A proteína reconhece a parede celular do Bacillus cereus e, ao se ligar, gera uma alteração elétrica detectável pelo biosensor. Esse mecanismo permite confirmar a presença da bactéria na amostra.

Segundo a pesquisadora Fernanda Coelho, a proteína tem uma região de reconhecimento da parede celular e outra que promove a lise da bactéria. A combinação facilita o diagnóstico rápido, com potencial de uso em monitoramento de qualidade de alimentos.

Potencial de aplicação e próximos passos

A técnica promete acelerar a triagem de lotes alimentares, mantendo padrões regulatórios de exportação e importação. Em caso de detecção, a amostra pode seguir para métodos tradicionais de confirmação para maior segurança.

O pesquisador Valtencir Zucolotto destaca que Bacillus cereus é associado a surtos em arroz, laticínios e vegetais. O biossensor pode influenciar cadeias produtivas ao permitir monitoramento mais ágil sem abrir mão da precisão.

Status atual e metas

A pesquisa permanece no estágio de protótipo de laboratório. Um artigo sobre o tema já está em análise em revistas internacionais, e a equipe busca parceiros para escalonar a produção e facilitar a transferência tecnológica.

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