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Vacinas podem evitar quase 70% dos casos graves de doenças respiratórias

Médico afirma que quase 70% dos casos graves de doenças respiratórias poderiam ser evitados com vacinas disponíveis na rede pública, mas com baixa adesão da população

Profissional de saúde aplica vacina no braço de uma pessoa durante atendimento em unidade de saúde
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  • O inverno e a queda de temperatura têm aumentado as internações por SRAG, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, referente à semana de 7 a 13 de junho.
  • O crescimento envolve alta hospitalização de crianças pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e de jovens, adultos e idosos pelos vírus influenza A e B.
  • Em São Paulo, as internações relacionadas ao frio cresceram 88% em relação ao mesmo período de 2025; entre idosos de 60 a 80 anos houve aumento de 7% para 14%.
  • O médico Juarez Cunha diz que quase 70% desses casos poderiam ser evitados com vacinas disponíveis no sistema público de saúde, mas a adesão é baixa.
  • Este é o primeiro ano com sazonalidade do VSR e com vacina disponível para gestantes (a partir da 28ª semana) desde dezembro, além da imunização infantil desde fevereiro para grupos de alto risco; crianças sem vacinação podem depender de anticorpo monoclonal.

Diante do avanço do inverno e da queda das temperaturas, as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave SRAG voltaram a crescer. Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam aumento na circulação de VSR, influenza A e B entre crianças, jovens, adultos e idosos.

O relatório corresponde à semana epidemiológica 23, entre 7 e 13 de junho. Em São Paulo, levantamento do Sindicato dos Hospitais apontou elevação de 88% nas internações relacionadas ao frio em relação ao mesmo período de 2025.

Casos entre idosos de 60 a 80 anos também subiram, de 7% para 14%. Médicos associam o frio, ar seco ou úmido e aglomerações em ambientes fechados a fatores-chave do acréscimo de infecções respiratórias.

Vacinação como fator de prevenção

Juarez Cunha, médico e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirma que o aumento já era esperado pela sazonalidade natural deste período. A mudança climática influencia a disseminação dos vírus, com maior incidência de quadros respiratórios no outono e inverno.

Cunha destaca que quase 70% desses casos seriam evitados com vacinas disponíveis na rede pública, porém a adesão da população é baixa. A identificação de diferentes vírus também se tornou mais ágil após a pandemia, segundo o especialista.

Panorama de vacinação e imunização

Este é o primeiro ano com a sazonalidade do VSR bem caracterizada e com vacina disponível para gestantes desde dezembro, a partir da 28ª semana de gravidez. Em crianças, a imunização começou em fevereiro, com foco em prematuros e pacientes com comorbidades. Para quem não pode tomar a vacina, há uso de anticorpo monoclonal como proteção prévia.

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