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Vikings celebrados pela torcida da Noruega na Copa: quem eram e por que mudaram

Análise genética de vikings revela diversidade étnica e que a identidade viking era social, não apenas genética

Torcedores da Noruega participam da “Viking Row” durante a partida do Grupo I da Copa do Mundo FIFA 2026 entre Noruega e Senegal no Estádio Nova York Nova Jersey
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  • Na Copa do Mundo de 2026, a Noruega celebrou a vitória sobre Senegal com a coreografia da remada viking, liderada por Martín Ødegaard (com o tambor).
  • A remada vikings se tornou símbolo da torcida norueguesa em vários jogos da competição.
  • Os vikings eram povos originários da Escandinávia que atuaram entre os séculos oito e onze, com saque, comércio e ocupação de terras férteis.
  • Estudo genético recente mostrou que os vikings tinham origem diversa, com genes vindo do sul da Europa e da Ásia, reforçando que a identidade viking era mais social do que étnica.
  • As rotas comerciais vikings se estenderam pela Europa e além, com dinamarqueses, noruegueses e suecos indo para diferentes regiões, o que contribuiu para a diversidade observada.

Ao vencer Senegal por 3 a 2, a seleção da Noruega celebrou no gramado com uma coreografia: os jogadores revezavam remadas sincronizadas, enquanto Ødegaard conduzia o ritmo com o tambor. A comemoração remeteu à remada viking, símbolo que ganhou destaque na torcida na Copa do Mundo de 2026.

A ação foi repetida em diversas partidas, com torcedores imitarem o movimento da remo como referência às raízes marítimas do país. Em campo, os atletas foram vistos repetindo o gesto ao lado de outros integrantes da equipe.

O que eram os vikings

Originários de Dinamarca, Suécia e Noruega, os vikings atuaram entre os séculos 8 e 11 dC, alternando saques e comércio. A ideia de um povo exclusivamente guerreiro é contestada por estudos que destacam atividades agrícolas, artes e troca de mercadorias.

Economia e cultura marcavam a identidade viking. A produção artesanal incluía joias, muitas vezes associadas a símbolos religiosos, como o martelo de Thor, refletindo crenças e práticas artísticas da época.

A expansão e a navegação

Ao expandirem-se pela Europa, os vikings criaram rotas comerciais que conectaram o Norte ao Mediterrâneo e ao Oriente. O comércio trouxe itens como sal, corantes e especiarias, em troca de peles, mel e escravos capturados durante as incursões.

Navios rápidos e técnicas de navegação diferenciaram os exploradores. A bússola solar, por exemplo, ajudava a determinar a posição do sol para orientar viagens, mesmo em condições de baixa visibilidade.

Por que a imagem clássica não se sustenta

Estudos genéticos recentes mostram alta diversidade entre os indivíduos vikings. Analises de DNA antigo, obtido de dentes e osso temporal, indicam origens do sul da Europa e da Ásia, desmentindo a ideia de um povo geneticamente homogêneo.

Os resultados indicam que vikings seguiam trajetos diferentes: dinamarqueses para a Inglaterra, noruegueses para Irlanda, Islândia e Groenlândia, e suecos para o Báltico. A identidade viking, dizem os pesquisadores, é social, não étnica.

O que a pesquisa revela hoje

O estudo, liderado por especialistas europeus, reuniu dados de dezenas de sítios arqueológicos e comparou genomas de centenas de indivíduos. Os autores destacam que muitos vikings apresentavam traços genéticos não escandinavos.

Segundo os cientistas, a diversidade genética reflete antigas redes de comércio e migração. A conclusão é que o termo Viking descreve um estilo de vida, não uma origem fixa, o que amplia o entendimento sobre a história da região.

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