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Alterações nas carótidas podem indicar início de doenças vasculares

Alterações nas carótidas indicam aterosclerose em outras regiões e elevam o risco de AVC e de doenças cardiovasculares, mesmo sem sintomas

O estreitamento das carótidas pode evoluir sem sintomas e funcionar como um alerta para doenças cardiovasculares
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  • Alterações nas artérias carótidas (pescoço) podem indicar aterosclerose em outras partes do corpo e aumentar o risco global de doenças vasculares.
  • O estreitamento e as placas nessas artérias não apenas elevam o risco de AVC, mas também sinalizam possibilidades de problemas em artérias do coração, membros e cérebro.
  • A principal causa é a aterosclerose, que pode evoluir sem sintomas, e o primeiro sinal pode ser um AVC ou um AIT (ataque isquêmico transitório).
  • Sinais de alerta incluem perda de visão súbita, dificuldade para falar, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, desvio da boca e alterações de coordenação.
  • O ultrassom Doppler é o exame-chave para avaliar as carótidas e orientar o tratamento, que vai de controle rigoroso de pressão, diabetes e colesterol a, em alguns casos, cirurgia (endarterectomia) ou angioplastia com stent.

O estreitamento das artérias carótidas, localizadas no pescoço, pode sinalizar risco de acidente vascular cerebral e indicar aterosclerose em outras regiões do corpo. Esses vasos levam sangue rico em oxigênio ao cérebro.

Placas de gordura e cálcio crônicas reduzem o fluxo sanguíneo, muitas vezes sem sintomas. Quando há alterações nas carótidas, o diagnóstico sugere risco aumentado para o coração, membros e circulação cerebral.

Segundo o cirurgião vascular Celso Ricardo Bregalda Neves, as carótidas funcionam como uma janela da saúde vascular do organismo. A detecção alerta para doenças que afetam o sistema circulatório como um todo.

Causas e sinais

A principal causa é a aterosclerose, acúmulo de colesterol, cálcio e tecido fibroso na parede arterial. Em parte dos casos, o estreitamento progride sem sintomas até o first evento cardioencefálico.

Entre os sinais de alerta, estão ataques isquêmicos transitórios antes do AVC, como perda de visão, fala prejudicada, fraqueza em um lado do corpo e desvio da boca. Episódios súbitos exigem avaliação médica imediata.

A tontura isoladamente costuma não ter relação direta com alterações carotídeas; pode ter origem vestibular ou outras condições. Quando ligada a alterações vasculares, costuma aparecer com outros sintomas neurológicos.

Fatores de risco

Entre os principais fatores estão idade superior a 60 anos, hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, doença coronariana e histórico familiar de aterosclerose precoce. O conjunto desses fatores aumenta o risco.

Mesmo indivíduos magros podem apresentar doença carotídea por fatores genéticos ou envelhecimento. A aparência física nem sempre reflete a saúde das artérias.

Diagnóstico e tratamento

O ultrassom Doppler é o exame-chave para avaliar as carótidas. O método é não invasivo, indolor e identifica placas, além de medir o estreitamento e orientar o tratamento.

O manejo clínico envolve controle rigoroso da pressão, diabetes e colesterol, cessação do tabagismo, atividades físicas e acompanhamento médico. Em casos graves, pode haver endarterectomia ou angioplastia com stent.

Perspectiva

A detecção precoce reduz significativamente o risco de complicações decorrentes do AVC. A prevenção, com mudanças de estilo de vida e tratamento adequado, é mais eficaz do que intervenções após o evento.

Por Elenice Cóstola

Fonte: cobertura jornalística do Portal Tela.

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