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Calor extremo: o que é, por que aumenta e impactos na saúde e nas cidades

O calor extremo aumenta dia e noite, sobrecarrega hospitais e a energia, eleva o risco de mortes e exige adaptação urgente das cidades

Mulher seca suor em dia de calor forte — Foto: Getty Images
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  • O calor extremo é um dos desastres climáticos mais letais, que agrava doenças, desidratação e sobrecarga hospitais, com ondas de calor cada vez mais frequentes; estudo aponta que já atinge um bilhão de pessoas a mais do que há cinquenta anos.
  • Não há temperatura única que defina o fenômeno; o risco depende do regime climático local, com 30°C sendo extremo em algumas regiões e comum em outras, influenciado por umidade, radiação, vento e capacidade de adaptação.
  • Onda de calor ocorre quando temperaturas altas persistem por vários dias, e as noites quentes dificultam a recuperação do corpo.
  • Fatores que intensificam o calor extremo incluem aquecimento global por combustíveis fósseis, oceanos mais quentes, solos secos, domos de calor e El Niño.
  • Grupos mais vulneráveis vão de idosos a bebês, gestantes, pessoas com doenças e trabalhadores expostos; para se proteger, use água com regularidade, evite sol intenso, procure ambientes frescos, vista roupas leves e observe quem vive em situação de vulnerabilidade.

O calor extremo é classificado como um dos desastres climáticos mais letais, apesar de muitas vezes passar despercebido. Ele agrava doenças cardíacas e respiratórias, aumenta a desidratação e pode levar à morte. O tema envolve saúde, infraestrutura e economia, com ondas cada vez mais frequentes.

Relatórios indicam que eventos extremos atingem Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul, reforçando a relação com a crise climática. Estudo recente aponta que o calor extremo já afeta um bilhão de pessoas a mais do que há cinco décadas.

O que é calor extremo

É a combinação de temperaturas elevadas com umidade, radiação solar, pouco vento e circulação inadequada de ar, elevando riscos para a saúde e para infraestrutura. O conceito não depende apenas de uma temperatura fixa.

O que é uma onda de calor

Ocorre quando o calor persiste por vários dias, acima do normal para a região. O problema não é apenas o pico, mas o acúmulo de calor diário, inclusive durante a noite, que impede a recuperação do corpo.

Por que o calor extremo aumenta

Especialistas apontam o aquecimento global, emissões de gases, oceanos aquecidos, solos secos e domos de alta pressão como agravantes. O fenômeno pode ser intensificado por El Niño, elevando temperaturas em áreas específicas.

Quem corre mais risco

Grupos vulneráveis incluem idosos, bebês, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e moradores em situação de vulnerabilidade social. Estudos associam calor a riscos maiores durante a gravidez.

Como o calor afeta o corpo

A transpiração é o principal mecanismo de regulação térmica. Em ambiente quente e úmido, há maior risco de desidratação, exaustão, agravamento de doenças e possível insolação, com necessidade de atendimento médico.

Por que noites quentes são perigosas

Temperaturas noturnas elevadas reduzem a recuperação do corpo. Materiais urbanos guardam calor, mantendo o estresse térmico por mais tempo e elevando a mortalidade associada a ondas de calor.

Impactos além da saúde

O calor aumenta consumo de energia, sobrecarrega redes elétricas, pode interromper transportes, deformar trilhos e pavimentos, aumenta risco de incêndios e afeta agricultura e água disponível. Combinações com seca elevam riscos.

Como se proteger durante uma onda de calor

Hidrate-se com frequência, evite o sol nos horários mais quentes, procure ambientes frescos e ventilados, use roupas leves e feche cortinas de dia. À noite, abra janelas quando a temperatura estiver mais baixa. Siga alertas meteorológicos.

Desafios para adaptação climática das cidades

Medidas individuais ajudam, mas não bastam. Cidades precisam de áreas verdes, moradias bem ventiladas, sistemas de alerta precoce, instalações de resfriamento público e proteção a trabalhadores expostos.

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