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CEO da Zoox diz que IA amplia acertos e erros

Especialistas alertam que dados bem estruturados são base para IA no setor de energia; sem organização, o uso de IA pode gerar falhas

A discussão sobre 'Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia' pautou um dos painéis do segundo dia do Energy Summit, no Rio de Janeiro
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  • No Energy Summit, no Rio de Janeiro, a mesa “Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia” tratou de como bases de dados bem estruturadas são essenciais para o setor.
  • Rafael de Albuquerque, CEO da Zoox Smart Data, afirmou que IA fortalece a inteligência, mas depende de dados organizados; dados ruins geram resultados ruins.
  • Nanci Leisnoch, da Serasa, classificou o dado como matéria-prima perene, que se expande quanto mais é trabalhado, e comparou o valor do dado ao solo fértil.
  • Reynaldo Nogueira, da Light, destacou o aumento mundial de dados, de 45 zettabytes em 2019 para 175 zettabytes neste ano, e a necessidade de refino para gerar valor.
  • O debate enfatizou a transição setorial e a forma de usar dados para produzir produtos de valor, indo além da simples transição energética.

O uso estratégico de dados é considerado essencial para o futuro do setor de energia. Participantes da mesa “Dados como novo petróleo: o desafio da informação na energia” destacaram, nesta quarta-feira 24, no Energy Summit, no Rio de Janeiro, a necessidade de bases bem estruturadas.

O evento aconteceu na Marina da Glória, entre os dias 23 e 25, reunindo grandes nomes da indústria para discutir inovação, sustentabilidade e o papel da informação no setor. A mesa contou com especialistas e executivos de grandes empresas de dados e energia.

Entre os debatedores, estavam o CEO da Zoox Smart Data, Rafael de Albuquerque; o superintendente de tecnologia da Light, Reynaldo Nogueira; e a coordenadora do Laboratório de Inovação da Serasa, Nanci Leisnoch. A fala comum foi a de que dados bem tratados elevam o valor dos produtos do setor.

Dados como fundamento da decisão e do valor agregado

Albuquerque alertou que o interesse pela IA não deve ofuscar a importância das bases de dados. Segundo ele, IA aumenta a capacidade, mas trabalhar com dados mal estruturados pode gerar falhas graves.

Leisnoch defendeu que o dado deve ser visto como recurso durável e contínuo, não como petróleo que se consome. Ela comparou o dado a um solo fértil, cuja qualidade aumenta com o cultivo e a reutilização.

Nogueira lembrou que o mundo tem aumentado rapidamente o volume de dados. Em 2019, houve cerca de 45 zettabytes gerados, e hoje esse total chega a aproximadamente 175 zettabytes. O executivo afirmou que a cadeia de valor no setor precisa de técnicas de refino de dados para gerar valor.

Os especialistas concordaram que a transição energética é acompanhada por uma transformação na gestão de informações. A qualidade das bases de dados, aliada à sua integração com fontes externas, é vista como condição para decisões mais precisas e investimentos mais acertados.

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