- Junho Roxo amplia a conscientização sobre lipedema, uma condição do tecido adiposo que pode afetar entre 10% e 18% das mulheres no mundo.
- No Brasil, estudo aponta prevalência de 12,3% entre mulheres adultas, estimando cerca de 8,8 milhões com sintomas sugestivos, ainda sem diagnóstico clínico definitivo.
- O lipedema costuma provocar aumento desproporcional do tecido adiposo, especialmente nos quadris e pernas, com dor, edema e sensibilidade; pés e mãos costumam ficar preservados.
- O diagnóstico é clínico e feito por profissional habilitado; a avaliação individualizada orienta o manejo, já que duas pacientes com aparência semelhante podem ter necessidades diferentes.
- A campanha de junho de 2026, promovida pela IBRAMED, reúne conscientização, formação profissional e acesso temporário a conteúdos e ao curso LIPEN: Abordagem Avançada no Gerenciamento do Lipedema.
Junho Roxo amplia a conscientização sobre lipedema, uma condição crônica do tecido adiposo que afeta principalmente mulheres. A mobilização acontece durante o mês de junho, com foco em avaliação individualizada, formação profissional e uso criterioso de tecnologias. A iniciativa visa esclarecer diagnósticos e caminhos terapêuticos, reduzindo confusões com obesidade ou linfedema.
No Brasil, estudo publicado no Jornal Vascular Brasileiro estima prevalência de 12,3% entre mulheres adultas, sugerindo que cerca de 8,8 milhões podem apresentar sintomas. O levantamento, realizado por questionário, não constitui diagnóstico clínico, mas aponta a relevância do tema para a saúde pública.
O lipedema costuma apresentar aumento desproporcional de tecido adiposo em quadris, pernas e, às vezes, braços. Entre os sinais estão dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, edema e hematomas frequentes, com pés e mãos preservados. O diagnóstico é clínico e requer profissional habilitado.
Avaliação orienta o manejo do lipedema, pois a condição pode evoluir de formas distintas. Nos estágios iniciais, a pele pode parecer lisa; em fases avançadas surgem irregularidades, nódulos, fibrose e limitações funcionais. As classificações ajudam na documentação, sem substituir a análise individual.
Para a biomédica Franciele Doneda, criadora do método LIPEN, a identificação de diferenças entre pacientes é essencial. Ela destaca que dor, edema, sensibilidade, fibrose e mobilidade do tecido devem guiar a estratégia terapêutica, já que pacientes com aparência semelhante podem ter necessidades distintas.
Tecnologias dependem de objetivos clínicos. Recursos como pressoterapia, fotobiomodulação, correntes analgésicas, ultrassom terapêutico, tecarterapia e ondas de choque podem atuar como ferramentas complementares, conforme habilitação profissional e avaliação da paciente. A escolha deve mirar manejo da dor, edema, mobilidade tecidual ou textura, e não substituir diagnóstico ou acompanhamento médico.
Segundo Doneda, a tecnologia precisa estar ligada a um objetivo clínico e à leitura do tecido, não a um protocolo padronizado. Equipamentos para conforto e dor têm funções diferentes de recursos voltados a fibrose ou qualidade tecidual, reforçando a necessidade de atuação multidisciplinar.
Durante junho de 2026, a IBRAMED mantém a campanha vinculada ao Junho Roxo pela segunda ano consecutivo. O projeto oferece conteúdos educativos, condições diferenciadas para tecnologias do portfólio e acesso temporário de 30 dias ao curso LIPEN: Abordagem Avançada no Gerenciamento do Lipedema. As formações abrangem fundamentos, avaliação clínica, tipos, estágios, diferenciação de condições semelhantes e critérios para uso de recursos tecnológicos.
A iniciativa busca ampliar o acesso de profissionais a informações atualizadas sobre uma condição ainda subdiagnosticada. O objetivo é favorecer avaliações mais criteriosas, encaminhamentos adequados e condutas compatíveis com as atribuições de cada profissão, contribuindo para a prática clínica responsável.
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