- A onda de calor na Europa Ocidental é sustentada por um bloqueio atmosférico chamado bloqueio ômega, que tem o formato da letra Ω.
- O bloco central de alta pressão fica entre duas massas de baixa pressão mais frias, prendendo o ar quente e inibindo o deslocamento normal do tempo.
- Esses bloqueios costumam durar de três a dez dias, mas podem se estender por semanas, mantendo temperaturas elevadas na mesma região.
- França e Espanha registraram temperaturas acima de 40°C, com quase 50 mortes por afogamento apenas na França, segundo os relatos da matéria; o Reino Unido apresenta calor intenso no sul e leste, e tempo mais frio no norte e oeste.
- cientistas apontam que as mudanças climáticas elevam a frequência e a intensidade de ondas de calor, o que pode tornar bloqueios ômega mais comuns no futuro.
A onda de calor que atingiu grande parte da Europa Ocidental provocou mais de 40 mortes na França. Dados preliminares indicam que, sozinha, a França registrou quase 50 óbitos por afogamento relacionados às altas temperaturas. O calor intenso permaneceu em várias regiões ao longo de junho de 2026.
As autoridades apontam que o fenômeno, sustentado por um padrão meteorológico conhecido como bloqueio ômega, manteve áreas de alta pressão estáticas sobre o continente. Nesse cenário, ventos fracos e diferenças de temperatura ajudaram a manter o calor por períodos prolongados. França, Espanha e partes do Reino Unido foram as mais impactadas.
O bloco central de alta pressão, com tempo estável e céu geralmente claro, elevou as temperaturas acima de 40°C em pontos da França e da Espanha. Regiões sob pressão mais baixa, ao redor, registraram condições mais amenas e maiores chances de chuva. No Reino Unido, o sul e o leste enfrentaram calor intenso, enquanto o norte e o oeste ficaram mais frios e úmidos.
O que é o bloqueio ômega
O bloqueio ômega recebe esse nome pelo formato que lembra a letra Ω. Uma área central de alta pressão fica estacionária entre dois sistemas de baixa pressão frios, interrompendo a corrente de jato e criando ondulações que isolam os padrões de pressão. Normalmente a corrente oeste–leste é contínua; no bloqueio, o fluxo fica lento e persistente.
Durante esse cenário, o ar quente permanece fixo sobre a mesma região por dias. Em geral, blocos desse tipo duram de três a dez dias, mas podem se estender por semanas, ampliando o tempo de calor extremo.
Implicações climáticas e perspectivas
Especialistas divergem sobre a influência direta das mudanças climáticas na frequência de bloqueios atmosféricos. Contudo, há consenso de que ondas de calor tendem a ser mais frequentes e intensas com o aquecimento global. Em média, a temperatura global já subiu cerca de 1,3°C desde a era pré-industrial.
Relatórios de cientistas apontam que, na prática, ondas de calor associadas a bloqueios occorrem com maior intensidade quando as condições atmosféricas são agravadas pelo aquecimento. Em regiões europeias, isso pode elevar ainda mais o impacto de eventos já extremos.
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