- Nova pesquisa confirma que o universo continua se expandindo de forma acelerada, apoiando o modelo cosmológico padrão.
- O estudo recente, publicado em meados de junho na mesma revista, contradiz a ideia de desaceleração apresentada no trabalho de 2024.
- Os autores utilizam supernovas do tipo Ia para medir a expansão e estimar distâncias no cosmos, servindo como referência para entender o ritmo da expansão.
- A equipe contesta o alegado “efeito da idade” das supernovas e mantém que a aceleração é real, sustentando as medições anteriores.
- A energia escura permanece sem explicação: futuras observações do Observatório Vera C. Rubin e do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman devem trazer mais respostas.
O Universo continua a se expandir em ritmo acelerado, segundo nova pesquisa que reitera o modelo cosmológico vigente. O estudo atual, publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, confirma a presença de energia escura como motor da expansão, contrapondo um trabalho de 2023 que sugeria desaceleração.
A pesquisa revela que, apesar de controvérsias, o consenso permanece: o cosmos acelera desde o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos. A expansão acelerada é apoiada por análises com dados de várias fontes astronômicas e por resultados de observatórios importantes.
A equipe internacional de pesquisadoras e pesquisadores, incluindo dois ganhadores do Nobel, utilizou explosões de estrelas chamadas supernovas do tipo Ia para medir distâncias no espaço. Esses eventos são usados como marcos de referência por terem brilho intrínseco quase constante.
Ao observar variações de brilho ao longo do tempo, os cientistas mapeiam a velocidade de expansão em diferentes épocas do universo. Como a luz leva tempo para chegar, observar objetos distantes equivale a olhar para o passado cósmico.
O que mudou no debate
O estudo contestado de 2023 propôs que a energia escura estaria enfraquecendo e que o “efeito da idade” das estrelas poderia distorcer as medições. Os autores defendiam recalibrar distâncias com base nessa idade estelar.
Entretanto, a nova análise não encontrou evidências suficientes para sustentar o chamado efeito da idade nas maiores amostras de supernovas usadas pela comunidade nas últimas décadas. Os autores reiteram que a aceleração continua sendo um fato observado.
Energia escura: o grande mistério
Mesmo com a confirmação da aceleração, a natureza da energia escura permanece desconhecida. Pesquisas futuras no Observatório Vera C. Rubin, no Chile, e no Telescópio Espacial Nancy Grace Roman podem fornecer dados decisivos para entender o componente invisível que impulsiona a expansão.
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