- O Samu foi criado como política federal estruturada em dois mil e quatro, com central de regulação para emergências.
- O Farmácia Popular nasceu em dois mil e quatro e, inicialmente, não tinha remédios gratuitos; hoje oferece itens de graça, como para hipertensão, diabetes e asma.
- O tratamento da hepatite C mudou de interferon e ribavirina para antivirais de ação direta, com cura acima de noventa e cinco por cento em dois a três meses, incorporados no SUS a partir de dois mil e quinze.
- O tratamento do HIV evoluiu de múltiplos comprimidos para regimes de dose única diária, com avanços adicionais como a prevenção pré-exposição (PrEP) anunciada em dois mil e doze.
- A vacina contra o HPV foi aprovada em dois mil e seis, incorporada ao SUS em dois mil e quatorze, ajudando a reduzir o câncer de colo de útero.
O vídeo da farmacêutica Flavia Masson viralizou ao comparar tratamentos e serviços da saúde atuais com o cenário de 2002, ano em que o Brasil conquistou a Copa. A narrativa destaca mudanças impostas pela evolução médica ao longo de duas décadas.
A produção, do quadro Viralizou, analisa conteúdos que fizeram sucesso nas redes sociais e avalia sua veracidade sob o prisma da saúde. O texto abaixo reduz as informações em itens claros e verificáveis,sem juízos de valor.
Segundo o material, o Samu não existia em 2002. Apenas em 2004 o modelo federal de atendimento de urgência foi criado, com uma central de regulação que decide tipo de resposta e destino do paciente.
Outra mudança mencionada é o Farmácia Popular, lançado em 2004. Inicialmente sem remédio gratuito, o programa reduziu o custo de itens para hipertensão, diabetes e outras condições, ampliando com o tempo as gratuidades.
Avanços e mudanças no tratamento
Em relação à hepatite C, o tratamento era longo e pouco eficaz no início dos anos 2000, com interferon e ribavirina, curando cerca de metade. Hoje, antivirais de ação direta atingem cura acima de 95% em 2 a 3 meses.
A Anvisa tinha apenas três anos de atuação em 2002. Hoje atua como agência reguladora independente, com autonomia técnica e política, alinhada a padrões internacionais de regulação.
Doenças como rubéola, sarampo e tétano neonatal eram problemas de saúde pública em 2002, ainda que com declines devido à vacinação. Nos anos seguintes, o país alcançou certificados de eliminação pela Opas.
Doenças, HIV e câncer hoje
O tratamento do HIV já era mais simples em 2002, com mudanças rumo a esquemas de comprimidos diários apenas em 2006. A prevenção PrEP surgiu em 2012, ampliando estratégias contra infecção.
Cânceres, como a leucemia mieloide crônica, passaram de prognóstico reservado para controle da doença graças às terapias-alvo e à imunoterapia, com avanços que ampliaram a sobrevida e qualidade de vida.
A dengue já era um problema no início dos anos 2000 e cresceu bastante após 2002, com centenas de mortes ao longo dos anos. Em 2024 houve a pior epidemia da história no país, segundo dados oficiais.
Ciência e vacinação
Em 2002, o projeto Genoma Humano ainda não havia sido concluído: o estudo foi finalizado em 2003, abrindo portas para inovações diagnósticas e terapêuticas. A vacina contra o HPV chegou ao Brasil em 2006, com incorporação ao SUS ocorrendo em 2014.
Entre na conversa da comunidade