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Aleniglipron, GLP-1 oral, reduz até 12% do peso em 36 semanas

Aleniglipron, GLP-1 oral, reduziu até 12,1% do peso em 36 semanas, apontando opção sem injeções para obesidade; estudo de fase II com 230 adultos

Foto mostra comprimidos brancos derramados de um pote também branco deitado sob fundo alaranjado. Metrópoles
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  • Ensaio de fase II com 230 adultos nos EUA mostrou perda média de peso de até 12,1% em 36 semanas com aleniglipron oral (doses de 45 mg, 90 mg e 120 mg) versus 0,5% no grupo placebo.
  • O medicamento é um agonista do GLP-1 administrado por via oral, sem necessidade de injeções ou refrigeração.
  • Os resultados mostram que a resposta aumenta com a dose utilizada.
  • Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais, geralmente leves ou moderados; cerca de 10,4% abandonaram o estudo.
  • Os pesquisadores apontam avanço para estudos de fase III para confirmar eficácia e segurança antes de eventual aprovação.

O aleniglipron, um agonista oral da classe GLP-1, mostrou resultados promissores em um estudo de fase II para obesidade e sobrepeso. Participaram 230 adultos em 3,8 centros médicos dos Estados Unidos. O anúncio ocorreu com a publicação do estudo na Nature Medicine em 5 de junho.

O ensaio avaliou doses diárias de 45 mg, 90 mg e 120 mg, mais um grupo placebo, com progressão das dosagens ao longo de 36 semanas. A perda média de peso alcançada variou conforme a dose, aumentando de 9% no grupo de 45 mg para 12,1% na dose de 120 mg. O grupo placebo reduziu 0,5%.

Entre os resultados, destaca-se a vantagem do formato oral do aleniglipron, diferente dos GLP-1 existentes, que são baseados em peptídeos e aplicados por injeção. A molécula pequena, produzida quimicamente, pode ser tomada com ou sem alimentos e não requer refrigeração.

Os participantes apresentaram efeitos colaterais principalmente gastrointestinais, geralmente leves ou moderados, com tendência a diminuir com o tempo. Cerca de 10,4% interromperam o uso do medicamento antes do fim do estudo. Não foram observados casos de lesão hepática associada ao tratamento.

Os autores concluem que os resultados sustentam a continuidade para estudos de fase III, que envolvem maior número de participantes para confirmar eficácia e segurança. A equipe enfatiza que não houve novas sinalizações de alerta de segurança, além de identificar uma dose com potencial benefício.

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