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Anvisa avalia acrilamida em batata frita, pão e café e risco de câncer

Anvisa recomenda reduzir acrilamida em alimentos aquecidos, com medidas para indústria e consumidores para evitar crostas escuras e exposição

Pessoa segurando uma fatia de pão visivelmente queimada ao retirá-la de uma torradeira metálica em ambiente doméstico.
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  • A Anvisa publicou recomendações para reduzir a acrilamida, contaminante com potencial cancerígeno presente em alimentos como batatas, pães, biscoitos, bolos e café, formado em altas temperaturas.
  • Crosta mais escura indica maior concentração; quanto maior a temperatura e o tempo de cozimento, maior a formação da substância.
  • A redução depende de medidas em toda a cadeia produtiva e no preparo doméstico; fabricantes podem reduzir pelo uso de matérias-primas, controle térmico e tecnologias específicas.
  • Dicas para consumo: batatas cozidas em água ou vapor; ao assar, grelhar, fritar ou torrar, usar temperaturas abaixo de 180°C e evitar coloração marrom-escura, buscando tom levemente dourado.
  • Outras medidas: armazenar batatas fora da geladeira em local escuro; deixar batatas cortadas de molho em água com vinagre por 15 a 30 minutos ou fervura rápida antes do preparo; pães com fermentação mais lenta também ajudam a reduzir a acrilamida.

A Anvisa divulgou nesta terça-feira 23 recomendações para reduzir a exposição à acrilamida, contaminante químico presente em alimentos como batata frita, pão e café. A medida envolve consumidores, restaurantes e indústria alimentícia, com foco na cadeia de produção e preparo.

A substância é formada quando alimentos passam por altas temperaturas, e a crosta dourada é um indicativo de maior concentração. Estudos associam a acrilamida a potenciais efeitos nocivos à saúde, incluindo câncer, embora as evidências em humanos ainda sejam limitadas.

O alerta reforça que a redução depende de ações em toda a cadeia, desde a escolha de matérias-primas até o preparo doméstico. A agência aponta que temperaturas muito altas elevam o risco, principalmente quando há tempo de cozimento prolongado.

Recomendações da Anvisa

Para reduzir o risco, a Anvisa sugere que fabricantes ajustem processos térmicos e matérias-primas, buscando menor formação de acrilamida. Também orienta o uso de tecnologias que minimizem o composto durante a produção.

No preparo doméstico, é recomendado cozinhar batatas em água ou no vapor sempre que possível. Ao assar, grelhar, fritar ou torrar, deve-se reduzir a temperatura e evitar cor marrom-escura, buscando tonalidade levemente dourada.

Armazenar batatas em local escuro e fora da geladeira ajuda a evitar o aumento de açúcares que favorecem a formação de acrilamida. Deixar batatas cortadas de molho em água com vinagre ou fervura rápida antes do preparo também reduz o composto.

Para pães, a Anvisa aponta que fermentações mais lentas podem contribuir para menor formação de acrilamida durante o processo de assamento. Essas medidas podem ser adotadas tanto por indústrias quanto por consumidor final.

Como agir no dia a dia

Consumidores devem optar por métodos de cozimento que minimizam o tempo de exposição a altas temperaturas. Ao consumir produtos industrializados, favorecer opções com menor tempo de processamento térmico.

Lanchonetes e restaurantes são incentivados a monitorar o aquecimento de alimentos, ajustando temperaturas e tempos de preparo. A agência ressalta que mudanças na prática cotidiana refletem diretamente na redução da substância.

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