- Em 2001, o Sindicato das Indústrias de Informação identificou a necessidade de uma área exclusiva para TI, gerando o embrião do Parque Tecnológico de Brasília.
- O então presidente Antônio Fábio Ribeiro organizou um grande evento com 400 participantes para apresentar a ideia e firmar o protocolo de intenções da Cidade Digital.
- A Terracap apresentou opções de terreno; a área próxima à Granja do Torto ficou de fora por ser menor, decidindo-se pela região com maior porte para o projeto.
- O terreno dependia de transferência da União ao governo do Distrito Federal, e a delimitação formal do Parque Nacional acabou abrindo espaço para o terreno do polo tecnológico.
- Ao longo dos governos, datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal foram erguidos como âncoras; em 2015 o Sinfor seguiu avançando, e o Distrito de Tecnologia e Inovação Antônio Fábio Ribeiro ganhou impulso novamente.
O Distrito de Tecnologia e Inovação Antônio Fábio Ribeiro ganhou forma a partir de um sonho antigo do setor de TI de Brasília. O processo envolveu ações de pesquisadores, empresários e gestores públicos ao longo de mais de duas décadas, culminando na criação oficial do distrito.
Tudo começou em 2001, durante a inauguração da Wise Telecomunicações, no Setor Industrial Bernardo Sayão. Dirigentes do Sindicato das Indústrias de Informação definiram a necessidade de uma área dedicada à tecnologia da informação. O levantamento, feito em parceria com o Sebrae-DF, confirmou a demanda por um espaço próprio para o setor, nascendo o embrião do Parque Tecnológico Capital Digital.
Com ritmo acelerado, o então presidente do Sinfor, Antônio Fábio Ribeiro, organizou um grande evento em Águas Claras para apresentar a ideia e firmar intenções para a Cidade Digital. A partir daí foram definidas as etapas: escolha do terreno, articulações jurídicas e a definição da poligonal do parque, com a participação da Terracap e do governo.
Definição do terreno e apoio público
A Terracap apresentou três opções de terreno, e a direção do Sinfor acompanhou as negociações. A área escolhida ficava próxima à Granja do Torto, considerada adequada ao porte do projeto, após avaliação da viabilidade administrativa e urbana. O terreno foi transferido da União ao governo do Distrito Federal, com deliberações no Congresso Nacional e delimitação do Parque Nacional.
Essa delimitação trouxe dois efeitos positivos para Brasília: a criação de um dos maiores parques urbanos do mundo, com proteção ambiental, e a cessão de um terreno triangular para abrigar o polo tecnológico, que passaram a integrar a área da Terracap.
Avanços e entraves nos anos seguintes
Durante a gestão Arruda, o parque integrou a lista de 20 projetos estruturantes do governo, com a instalação de centrais de dados de bancos públicos, incluindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que operam no local como âncoras do projeto. Na gestão Agnelo, sob Jeovani Salomão, houve foco na licitação da área para dar início às obras, mas a licitação não teve sucesso.
Retomada sob Ibaneis e consolidção do distrito
Em 2015, o Sinfor passou por novas mudanças de liderança, com avanços e percalços. A gestão Rollemberg promoveu uma descaracterização do projeto ao renomeá-lo Biotic, incorporando a biotecnologia ao escopo. Já no governo Ibaneis, o projeto retomou fôlego com a criação de um fundo imobiliário e as negociações para estabelecer o Distrito de TI.
Sob a gestão da Integral Brei e com Carlos Jacobino à frente do Sinfor, o marco finalmente se concretizou: nasce o Distrito de Tecnologia e Inovação Antônio Fábio Ribeiro, em reconhecimento ao ex-presidente que reuniu 400 pessoas em 2001 para sonhar junto com Brasília.
Este é o desfecho de uma trajetória longa que uniu setor privado, entidades representativas e o poder público. O Distrito de Tecnologia e Inovação Antônio Fábio Ribeiro representa a materialização de um investimento estratégico para o futuro tecnológico da capital.
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