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Projeto de reciclagem na Amazônia testa soluções para comunidades ribeirinhas

Projeto piloto promove educação ambiental e logística reversa pelos rios da Amazônia, visando recolher 1,5 tonelada de PET e gerar renda ribeirinha

Projeto leva reciclagem pelos rios da Amazônia e testa soluções para comunidades ribeirinhas — Foto: Coca-Cola/ Divulgação
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  • Projeto Estação Preço de Fábrica Itinerante, da Coca-Cola Brasil em parceria com Green Mining, Sema e organizações locais, promove educação ambiental e testes de logística reversa na Amazônia.
  • A embarcação percorrerá rios entre Manaus e Parintins, com paradas em dez comunidades ribeirinhas.
  • A meta é recolher mais de 1,5 tonelada de embalagens PET durante a operação.
  • O foco é compreender a logística reversa na região, onde o desafio não é apenas a separação, mas levar os resíduos a locais de reciclagem.
  • A iniciativa se conecta ao Recicla, Galera, programa de educação ambiental do Festival de Parintins, que desde 2022 já destinou mais de 27 toneladas de resíduos recicláveis.

A Coca-Cola Brasil lançou um projeto piloto para promover educação ambiental e testar modelos de logística reversa na Amazônia. A iniciativa utiliza uma embarcação que percorre comunidades ribeirinhas entre Manaus e Parintins, para demonstrar como resíduos recicláveis podem gerar renda e fomentar a economia circular.

Promovido pela Coca-Cola Brasil em parceria com a Green Mining, a Sema e organizações locais, o projeto recebe o nome Estação Preço de Fábrica Itinerante. Serão feitas paradas em dez comunidades ao longo do trajeto, com a meta de coletar mais de 1,5 tonelada de embalagens PET.

A proposta aborda os desafios da reciclagem na região amazônica, onde o transporte ocorre principalmente pelos rios. Para a diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, Katielle Haffner, o foco é entender a logística reversa em comunidades remotas e distantes destinos de reciclagem.

Especialistas destacam que a dispersão geográfica, a dependência do transporte fluvial e a infraestrutura limitada tornam a logística reversa mais complexa na Amazônia do que em outras regiões. A obra visa mapear obstáculos e propor soluções operacionais.

Segundo a empresa, a edição inaugural tem caráter educativo. Além de estimular a coleta seletiva, a iniciativa pretende mostrar que o PET possui valor econômico e pode gerar renda quando inserido em uma cadeia de reciclagem estruturada. O projeto se liga ao Recicla, Galera, programa de educação ambiental do Festival de Parintins.

Desde 2022, o Festival de Parintins tem sido palco de ações socioambientais. A Sema aponta que o Recicla, Galera já destinou de forma adequada mais de 27 toneladas de resíduos recicláveis durante o evento. O festival reúne anualmente milhares de pessoas para a celebração dos bois-bumbás.

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