- A Qualcomm anunciou o Dragonfly C1000, seu primeiro chip voltado a data centers de IA, com cerca de 250 núcleos.
- O processador usa arquitetura de núcleos Oryon e múltiplos chiplets, oferecendo modularidade e escalabilidade para empresas.
- As frequências devem ficar acima de cinco gigahertz, com foco em alto desempenho single-thread para IA e outros workloads.
- A empresa afirma que o Dragonfly C1000 terá cerca de duas vezes mais performance por watt em comparação a algumas soluções existentes, com PCIe Gen 7 e conectividade de até 2 terabytes e suporte a aceleradores de IA.
- O lançamento está previsto para o segundo trimestre de 2028, com a Meta entre as primeiras utilizadoras; as ações da Qualcomm subiram 15% após o anúncio.
A Qualcomm anunciou o Dragonfly C1000, seu primeiro chip totalmente voltado para data centers de IA. O lançamento ocorreu na última quarta-feira, dia 24, em comunicado da empresa, que detalhou a arquitetura e o foco de desempenho por watt. O equipamento é apresentado como uma solução modular para grandes workloads de inteligência artificial, com 250 núcleos na arquitetura Oryon e formato de múltiplos chiplets.
O Dragonfly C1000 é descrito como capaz de operar com frequências acima de 5 GHz, visando alta performance em single-thread e escalabilidade para empresas. A Qualcomm ressalta que a solução é voltada para IA agente, mas também suporta demais workloads computacionais, mantendo o apelo para uso generalista em centros de dados.
A proposta de eficiência energética é um pilar do projeto: a empresa afirma que o Dragonfly C1000 chega a ter cerca de duas vezes melhor performance por watt em comparação a algumas soluções concorrentes. O sistema é compatível com PCIe Gen 7, com conectividade de até 2 TB, e inclui suporte para aceleradores de IA de última geração. Uma inovação apresentada é a tecnologia HBC, uma arquitetura de memória de alto nível integrada ao design de chiplets em 3D, destinada a reduzir gargalos de memória.
Segundo a Qualcomm, o Dragonfly C1000 chegará ao mercado no segundo trimestre de 2028, com a Meta entre as primeiras utilizadoras. A parceria com a gigante de tecnologia já é histórica, e a empresa não detalha planos de uso específicos além da referência aos projetos de IA da Meta.
O anúncio também impactou o mercado: as ações da Qualcomm subiram cerca de 15% na última quarta-feira, acompanhadas pela previsão de receita não relacionada a smartphones de US$ 40 bilhões. A empresa não divulgou benchmarks internos nem citou explicitamente concorrentes no anúncio.
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