- O relatório do Projeto Monitoramento e Manejo de Capivaras e Carrapatos no Distrito Federal, iniciado em 2025, aponta que capivaras do DF não transmitem a febre maculosa brasileira.
- A iniciativa é uma parceria do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e as secretarias de Meio Ambiente e de Saúde do DF, com atuação ao redor do Lago Paranoá e outras regiões.
- O estudo, apresentado ao Ministério Público do Distrito Federal dos Territórios (MPDFT) e à população, está estruturado em seis eixos para ampliar a cobertura.
- Dados indicam que a territorialidade das capivaras atua como cordão sanitário natural para a população humana do Distrito Federal.
- A pesquisa, que vai até 2027, deve gerar protocolos que subsidiem políticas públicas para um convívio seguro entre pessoas e animais.
O estudo sobre capivaras no Distrito Federal revelou que esses animais não transmitem febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. O Projeto Monitoramento e Manejo de Capivaras e Carrapatos foi apresentado ao MPDFT e ao público nesta sexta-feira (26/6).
A iniciativa, que começou em 2025, é uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Universidade Católica de Brasília (UCB) e as secretarias de Meio Ambiente e de Saúde do DF. O objetivo é conciliar conservação da fauna com segurança da saúde pública na região do Lago Paranoá e em outras áreas do DF.
Os trabalhos foram estruturados em seis eixos para garantir cobertura ampla. O mapeamento incluiu a distribuição, o comportamento e o número de capivaras, bem como rotas e pontos de maior incidência para orientar ações de prevenção de acidentes no trânsito.
Resultados preliminares indicam que a circulação de a bactéria responsável pela febre maculosa brasileira não foi detectada nas capivaras do DF. A equipe aponta a presença de outras bactérias da mesma família, sem patogenicidade para a febre maculosa, nas populações locais, o que reduz o risco de instalação da bactéria mais nociva na região.
A coordenadora do projeto, Morgana Bruno, da UCB, afirma que a pesquisa continua e busca subsídios técnicos para políticas públicas que promovam convivência segura entre pessoas e animais. O estudo também avalia a territorialidade das capivaras como barreira natural à propagação de agentes microbianos.
O monitoramento iniciou em 2025 e segue até 2027. Ao final, espera-se a elaboração de protocolos de trabalho para embasar decisões públicas que contribuam para convivência equilibrada entre a população humana e as capivaras, com foco na saúde pública.
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