- Dia Nacional do Diabetes é comemorado em 26 de junho, para ampliar a conscientização sobre a doença.
- No Brasil, passam de 13 milhões as pessoas com diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.
- Existem dois tipos: tipo 1, que depende de reposição de insulina; e tipo 2, que representa cerca de noventa por cento dos casos e pode ser prevenido.
- Os principais sintomas incluem sede, fome e urina excessiva; o tipo 2 pode ter início silencioso, exigindo rastreamento médico.
- Na alimentação, carboidratos devem ser planejados (priorizar integrais) e frutas inteiras são recomendadas; prática de pelo menos 150 minutos de atividade física por semana é indicada, combinando aeróbicos e exercícios de resistência.
O Dia Nacional do Diabetes, instituído para 26 de junho, visa ampliar a conscientização sobre a doença no Brasil. A data destaca a importância do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo, com apoio de autoridades de saúde e OMS.
Mais de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes, aponta a Sociedade Brasileira de Diabetes. A condição envolve hiperglicemia crônica, causada pela produção insuficiente de insulina, pela falha de uso do hormônio ou pela combinação de ambos.
Tipo 1 e 2: origens diferentes
O tipo 1 é crônico, não transmissível e hereditário, com destruição das células que produzem insulina. Crianças e adolescentes são os mais afetados, e o tratamento depende de reposição de insulina. No Brasil, estima-se cerca de 25,6 casos por 100 mil habitantes por ano.
O tipo 2 é o mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Surge da produção inadequada de insulina aliada à resistência do organismo. Fatores como sobrepeso, sedentarismo, hipertensão e má alimentação ajudam no desenvolvimento.
Sintomas e tratamento
A hiperglicemia é um denominador comum nos dois tipos. Fome, sede excessiva e urina frequente aparecem em ambos. No tipo 1, perda de peso, fadiga e alterações de humor também aparecem com frequência.
O tratamento do tipo 2 pode incluir inibidores de absorção de carboidratos e estímulos à produção de insulina. Já o tipo 1 exige reposição diária de insulina, não havendo alternativa medicamentosa para prevenir a necessidade desse Hormônio.
Alimentação e prevenção
Carboidratos e açúcar não precisam desaparecer da dieta, mas devem ser planejados. Preferir carboidratos complexos e integrais, com porções distribuídas ao longo do dia, ajuda a evitar picos de glicemia. Quem usa insulina pode adotar a contagem de carboidratos.
Frutas são recomendadas para diabéticos dos tipos 1 e 2, por trazerem vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Consumir na forma inteira, não em sucos, e atentar às porções é fundamental. Mel não substitui açúcar nem oferece vantagem metabólica.
Atividade física como pilar
A prática regular de exercícios é essencial para controle e prevenção. Recomenda-se pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica, distribuídos em três sessões ou mais. Exercícios de resistência também ajudam, preferencialmente combinados com aeróbicos. Evitar ficar mais de dois dias seguidos sem se mover.
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