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SUS inicia projeto com canetas emagrecedoras para obesos em Porto Alegre

SUS inicia protocolo com canetas de semaglutida no Grupo Hospitalar Conceição, acompanhando 250 pacientes obesos por dois anos, com foco em reduzir cirurgias bariátricas

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  • O Ministério da Saúde apresentou protocolo para uso de canetas emagrecedoras com semaglutida no SUS, lançado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, com a presença do ministro Alexandre Padilha.
  • O estudo Real-Bari acompanhará 250 pacientes com obesidade grave ou comorbidades por dois anos, iniciando pelo GHC e com possibilidade de expansão a outros estados.
  • O projeto envolve apoio da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) e da Novo Nordisk, com custo estimado de 1,2 milhão de reais.
  • Os participantes receberão 2,4 miligramas de semaglutida por semana durante o período do estudo para avaliar perda de peso, qualidade de vida e viabilidade de cirurgia bariátrica.
  • O objetivo é reduzir custos e intervenções cirúrgicas no tratamento da obesidade na rede pública, oferecendo uma alternativa aos pacientes da fila pela cirurgia bariátrica.

O Ministério da Saúde apresentou um novo protocolo para uso de canetas emagrecedoras no SUS. O lançamento ocorreu em Porto Alegre, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), com a presença do ministro Alexandre Padilha. A iniciativa integra o estudo Real-Bari, voltado a pacientes obesos em fila de cirurgia bariátrica.

O projeto envolve 250 pacientes com obesidade grave ou com comorbidades associadas. O GHC coordena a pesquisa, com apoio da Fundação de Apoio da UFRGS (Faurgs) e da Novo Nordisk. Empresas privadas investem recursos, totalizando cerca de R$ 1,2 milhão. Inicialmente, a implementação é apenas no GHC.

Entre os participantes está Guilherme Henrique Panichi, 39, motorista de aplicativo, que já convive com obesidade e pediu que o tratamento ajude a mudar hábitos. A médica Kátia Souto reforça a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos com semaglutida.

Detalhes do protocolo

O estudo terá duração de dois anos e trabalha com dados de vida real, para entender como pacientes lidam com a medicação no dia a dia. O objetivo é avaliar perda de peso, qualidade de vida e condições para cirurgia bariátrica.

Deslocando o foco para o estado

O Rio Grande do Sul possui elevada taxa de obesidade: mais de 33% dos adultos entre 20 e 60 anos estão acima do peso. A pesquisa busca, ao longo do tempo, reduzir a demanda por cirurgia ou facilitar o inicio de intervenções.

Avaliação e prazos

A negociação com a Novo Nordisk ocorreu há cerca de um ano. Os pacientes receberão 2,4 mg de semaglutida semanalmente por dois anos, com monitoramento de critérios clínicos para cirurgia. A ideia é verificar impactos clínicos e de custo.

Contexto regulatório e produção

Com a expiração da patente do Ozempic, a Anvisa avaliou o registro de novas semaglutinidas sintéticas. No Brasil já houve autorização de fabricação do Ozivy pela EMS, e a Hypera prepara o Semavy, aguardando registro sanitário.

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