- O Ministério da Saúde abriu um projeto-piloto chamado Real-Bari que oferece gratuitamente semaglutida pelo SUS, iniciando no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, para 250 pacientes com obesidade grave.
- O estudo acompanha pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, avaliando eficácia, segurança, custos e a viabilidade de incorporar a terapia ao sistema público de saúde ao longo de dois anos.
- No GHC, 91% dos pacientes apresentam obesidade na forma mórbida, e apenas 47% têm condições clínicas para cirurgia bariátrica.
- O primeiro paciente a receber a medicação foi Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, motorista de aplicativo, em evento com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
- O acompanhamento incluirá perda de peso, resultados de exames, condições clínicas após a cirurgia e a geração de evidências sobre o uso da semaglutida na rede pública.
O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto que oferece gratuitamente semaglutida, ativo das canetas emagrecedoras, pelo SUS. A ação começou no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e atenderá 250 pacientes com obesidade grave ou comorbidades associadas sob acompanhamento da instituição.
Batizado de Real-Bari, o estudo acompanha pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e precisam perder peso antes do procedimento. Ao longo de dois anos, médicos avaliarão a eficácia do tratamento, a segurança, o impacto na qualidade de vida, os custos e a viabilidade de incorporação da terapia ao sistema público.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o caráter pioneiro do país na utilização dessa medicação no setor público e a possibilidade de ampliar o uso para outras doenças crônicas. O Ministério informou que 91% dos pacientes atendidos pelo GHC apresentam obesidade na forma mórbida e 47% têm condições clínicas para cirurgia bariátrica.
Sobre o estudo Real-Bari
A pesquisa também acompanhará indicadores como perda de peso, resultados de exames e condições clínicas após a cirurgia. A iniciativa busca gerar evidências sobre a aplicação da semaglutida na rede pública de saúde. A primeira aplicação da medicação ocorreu em evento ao lado do ministro Padilha.
Para participar, o paciente precisa estar em acompanhamento no GHC, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano, demonstrar falha de dieta e atividade física e ter capacidade de aplicar a medicação sozinho ou com apoio de um cuidador. Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, foi o primeiro a receber a terapia.
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