- O SUS começou a testar canetas emagrecedoras em pacientes com obesidade grave, em um piloto no Rio Grande do Sul, com a primeira aplicação realizada em Porto Alegre nesta sexta-feira.
- Ao todo, 250 pacientes em tratamento para obesidade grave estão aptos a receber a medicação.
- O acompanhamento terá duração de dois anos, para avaliar segurança, impacto na saúde e custo da terapia.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo pretende ampliar a produção nacional da medicação para reduzir preços e custos futuros para o SUS.
- Dados nacionais mostram que mais da metade da população está acima do peso, com custo direto da obesidade estimado em cerca de R$ 80 milhões por ano, podendo chegar a R$ 115 milhões em 2060 sem medidas.
O SUS iniciou um piloto para testar o uso de canetas emagrecedoras em pacientes com obesidade grave. A primeira aplicação da semaglutida na rede pública ocorreu nesta sexta-feira, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Ao todo, 250 pacientes em tratamento para obesidade grave estão aptos a receber a medicação. O objetivo é observar, ao longo de dois anos, a eficácia, a segurança, as reações adversas e o custo da terapia.
A maioria dos pacientes apresenta comorbidades como hipertensão, problemas cardíacos, depressão e diabetes. Muitos não conseguem realizar cirurgia bariátrica, o que sustenta o interesse no tratamento com canetas.
Detalhes do piloto
O projeto avalia a aplicação da semaglutida em pacientes da rede pública e busca mapear impactos na saúde e no metabolismo, além de custos operacionais para o SUS.
Perspectivas e custos
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo pretende ampliar a produção nacional da medicação para reduzir preços e, futuramente, os custos para o SUS.
Contexto nacional
Mais da metade da população brasileira está acima do peso, e cerca de 25% convive com obesidade. A obesidade teve aumento de 118% nas últimas duas décadas, segundo o Ministério da Saúde.
Projeções de custo
Levantamento do Instituto Desiderata, citado pela Agência Brasil, estima que os custos diretos da obesidade hoje somam cerca de R$ 80 milhões por ano, podendo chegar a R$ 115 milhões em 2060 sem medidas adicionais.
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