- A predisposição genética importa, mas não é suficiente para desenvolver doenças autoimunes; fatores ambientais atuam como gatilhos.
- Fatores ambientais destacados: tabagismo, obesidade, infecções (como Epstein-Barr), estresse e mudanças na microbiota intestinal.
- Alimentos ultraprocessados podem alterar a microbiota e aumentar o risco de doenças autoimunes; manter uma alimentação equilibrada é relevante.
- Doenças com manifestações na pele, como lúpus e psoríase, afetam qualidade de vida e costumam trazer prurido, ardor e restrições, incluindo fotossensibilidade no lúpus.
- Mesmo entre gêmeos idênticos, a ocorrência não é idêntica, evidenciando que genética sozinha não determina o surgimento das doenças autoimunes.
O que chamou a atenção foi a discussão sobre se o ambiente pode influenciar doenças autoimunes. O tema foi exposto no programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Roberto Kalil, com participação de especialistas. A transmissão ocorreu neste sábado, com gravação/participação em funcionamento do formato do programa.
A ideia central é que a predisposição genética importa, mas não decide sozinha. Os convidados destacaram que a “conjuntura de genes” aumenta o risco, mas não é determinante. Em gêmeos univitelínicos, por exemplo, a chance de um ter a doença não chega a 100%, mesmo com DNA idêntico.
Entre os gatilhos ambientais, as especialistas listaram tabagismo e obesidade como fatores relevantes para doenças como artrite reumatoide e artrite psoriásica. Infecções como Epstein-Barr, estresse e alterações na microbiota intestinal também funcionam como gatilhos. O consumo de ultraprocessados, por sua vez, pode alterar a microbiota e elevar o risco.
Doenças autoimunes que afetam a pele
A dermatologista Cristina Abdalla explicou que condições com manifestações visíveis na pele incluem lúpus e psoríase. O lúpus pode causar lesões em formato de asa de borboleta no rosto, enquanto a psoríase aparece em cotovelos, mãos e couro cabeludo. Além da aparência, sintomas como prurido e sensibilidade à luz também impactam a qualidade de vida.
Os relatos destacaram o desafio diário para pacientes, que lidam com limitações no trabalho e nas interações sociais. Questionários específicos medem esse impacto, e, segundo a especialista, existem várias opções de tratamento disponíveis atualmente.
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