- Em maio, a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo emitiu alerta sobre o aumento de esporotricose em diversos municípios paulistas.
- A doença, causada por fungos do gênero Sporothrix, é uma zoonose que atinge animais e pessoas, com os gatos como principal disseminador, principalmente quando apresentam lesões na pele.
- Desde a década de noventa, a esporotricose já matou milhares de gatos e infectou mais de 11 mil pessoas na América do Sul, com o fungo se espalhando para Paraguai, Chile, Argentina e, recentemente, Uruguai.
- O Sporothrix brasiliensis pode se espalhar na forma de levedura, o que favorece a transmissão; o contágio ocorre por arranhões, mordidas ou contato com feridas de animais infectados.
- Prevenção inclui manter gatos dentro de casa, castrar, procurar veterinário ao detectar sinais suspeitos e adotar higiene rigorosa em clínicas veterinárias; o diagnóstico precoce e o tratamento reduzem riscos à saúde pública.
A Secretaria de Saúde de São Paulo emitiu, em maio, um alerta sobre o aumento de registros de esporotricose em diferentes municípios do estado. A doença é causada por fungos do gênero Sporothrix e afeta animais e pessoas, exigindo atenção para evitar novos casos.
A esporotricose é uma zoonose, com gatos como principais disseminadores. Lesões na pele são comuns em felinos, e o contágio ocorre por arranhões, mordidas ou contato com feridas de animais infectados.
A doença já tem impacto regional: milhares de gatos mortos, mais de 11 mil pessoas infectadas na América do Sul e casos em pelo menos 200 cães, segundo relatos de veículos especializados. O fungo se expandiu para Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai.
Durante a conferência ASM Microbe, em Washington, o micologista Shawn Lockhart alertou sobre um surto gigante de Sporothrix brasiliensis no Brasil. Ele disse que o fungo pode se espalhar para grandes cidades e áreas rurais, caso haja viajantes com animais infectados.
Entre humanos, a esporotricose costuma se manifestar como lesões cutâneas após contato com um animal contaminado. Em pessoas com o sistema immunológico debilitado, há risco de evolução para quadros graves.
Para gatos, os sintomas mais comuns são feridas que não cicatrizam, nódulos e secreções, sobretudo na cabeça, patas e cauda. Sem antifúngicos, a infecção pode atingir o sistema respiratório e o organismo.
Em ambientes clínicos, o fungo pode permanecer viável por semanas em superfícies, o que aumenta o risco de transmissão. A higienização adequada com água sanitária e álcool reduz esse risco.
Prevenção
Especialistas recomendam manter gatos dentro de casa, incentivar a castração e buscar orientação veterinária ao observar sinais suspeitos. Cuidados com pets doentes devem incluir equipamentos de proteção para evitar contágio entre animais e profissionais.
Quem for mordido, arranhado ou tiver contato com lesões de animais possivelmente infectados precisa buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para conter a doença.
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