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Famílias centenárias revelam mutação genética ligada ao envelhecimento saudável

Mutação rara no gene CGAS em famílias longevas reduz inflamação crônica, sugerindo mecanismo para envelhecimento mais saudável

Gene raro pode ajudar a explicar vidas mais longas. (Foto: Pexels via Canva)
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  • Estudo com 212 grupos de irmãos de famílias excepcionalmente longevas identificou 12 variantes genéticas raras associadas à longevidade, destacando uma alteração no gene CGAS.
  • O gene CGAS atua no sistema imunológico ao detectar DNA fora do lugar e acionar inflamação; inflamação crônica está relacionada a doenças e ao envelhecimento.
  • A mutação no CGAS parece reduzir a intensidade da resposta inflamatória, mantendo capacidade de defesa do organismo sem excesso de inflamação.
  • A hipótese é que menos inflamação ao longo da vida pode diminuir o desgaste dos tecidos e favorecer a chamada longevidade saudável.
  • Pesquisadores pretendem testar a mutação em organismos vivos, usando o peixe-rei africano para avaliar efeitos sobre longevidade e saúde dos tecidos.

O estudo, apresentado na conferência anual da European Society of Human Genetics, investiga famílias com longevidade repetida ao longo de gerações. A pesquisa procura entender por que algumas pessoas chegam aos 90 ou 100 anos mantendo boa saúde. Os dados são de um dos maiores conjuntos sobre envelhecimento saudável.

Análises com 212 grupos de irmãos de famílias excepcionalmente longevas identificaram quatro regiões genéticas de interesse. A partir de testes adicionais, a equipe reduziu para 12 variantes raras associadas à longevidade, entre elas uma alteração no gene CGAS.

O gene CGAS e a inflamação

O CGAS atua no sistema imunológico ao detectar DNA fora do lugar nas células, acionando respostas inflamatórias. A inflamação crônica está ligada a doenças como cardiopatias, diabetes, neurodegeneração e fragilidade física, além de alguns cânceres.

Observações indicaram que duas famílias longevas carregavam uma variante rara do CGAS. A hipótese é que ela modula a resposta inflamatória, mantendo defesas necessárias sem excesso de inflamação ao longo da vida.

Próximos passos e impactos

Pesquisadores concluem que ainda não há indicação de um “gene da imortalidade”. A próxima etapa envolve testar a mutação em organismos vivos para avaliar efeitos na longevidade e na saúde dos tecidos, usando o peixe-rei africano.

Os resultados ilustram uma linha promissora para entender a longevidade saudável. Mesmo assim, fatores como alimentação, sono e ambiente continuam influentes na saúde ao envelhecer.

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