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Geração Z quer ajudar, desde que o trabalho pague bem

Geração Z quer propósito no trabalho, mas dilema entre salário e estresse afeta escolhas profissionais

Pesquisa sugere que uso improdutivo da tecnologia é uma barreira para encontrar propósito
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  • Quase oitenta por cento da geração Z nos Estados Unidos quer empregos que visem ajudar outras pessoas, aponta pesquisa da Gallup com a Walton Family Foundation e o Making Caring Common da Universidade de Harvard.
  • Entre os que concordam em causar impacto positivo na vida de outros, cento e oitenta e nove por cento sentiram que a vida tem significado.
  • Barreiras citadas: uso improdutivo de tecnologia, problemas de saúde mental e falta de relacionamentos pessoais.
  • Quase cinquenta por cento dos jovens dizem que finanças e bem‑estar pessoal dificultam buscar empregos centrados em ajudar; muitos não veem remuneração suficiente ou percebem maior desgaste emocional.
  • Quando há oportunidade de propósito, a geração tende a escolher tarefas significativas; recrutadores e escolas podem ajustar mensagens e programas para alinhar significado e carreira.

A Gallup, em parceria com a Walton Family Foundation e o Making Caring Common Project da Universidade de Harvard, divulgou que quase 80% dos jovens da geração Z nos Estados Unidos desejam empregos com foco em ajudar alguém. O levantamento foi realizado em dezembro de 2025 com 2.436 pessoas entre 13 e 28 años.

A pesquisa mostra que pessoas que concordaram em causar um impacto positivo na vida de outras pessoas também relataram maior senso de significado na vida, com 89% concordando plenamente ou parcialmente que sua existência tem propósito.

Especialistas destacam que, para muitos jovens, ajudar o próximo pode contribuir para a saúde mental, especialmente diante de desafios como solidão e estresse. Pesquisadores ressaltam que o sentido de propósito aparece como parte de um funcionamento psicológico mais estável.

No entanto, os próprios jovens apontam barreiras para seguir esse tipo de carreira. Assim como o apego excessivo à tecnologia, muitos citam problemas de saúde mental e a carência de relacionamentos pessoais como fatores de risco para encontrar significado.

Quase metade afirma que preocupações financeiras e de bem‑estar pessoal dificultam a busca por empregos centrados no cuidado. Em geral, metade prefere cargos com remuneração adequada e menos estresse, o que contrasta com funções de baixo salário e alta carga emocional.

O estudo também aponta que a pressão para ter sucesso aumenta o estresse entre a geração Z, especialmente entre jovens de 19 a 21 anos. Pesquisadores destacam que o equilíbrio entre propósito e bem‑estar é um tema central.

Como motivar a geração Z a ajudar

Quando questionados sobre aceitar empregos com salário maior no lugar de maior significado, quase metade afirmou que sim. Entretanto, se o dinheiro não fosse problema, muitos manteriam o emprego atual.

A maioria vê o trabalho com sentido pessoal como prioridade entre as três principais escolhas de carreira, com 25% citando ajudar os outros no topo. Especialistas sugerem que recrutadores e educadores enfatizem ações de impacto social nas carreiras.

Gerentes de contratação podem incluir informações sobre ações comunitárias nas vagas, enquanto escolas podem criar programas que conectem o trabalho com propósito, fortalecendo vínculos entre experiência profissional e bem‑estar.

Os pesquisadores ressaltam que as barreiras podem virar oportunidades para organizações, empresas e instituições de ensino prepararem trajetórias que sustentem o senso de propósito na vida dos jovens.

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