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Plataforma proíbe acesso a canetas emagrecedoras; saiba cuidados

Anvisa proíbe funcionamento da Voy; especialistas dizem que diagnóstico correto, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas garantem segurança

Segundo a Anvisa, a empresa que vende produtos para emagrecimento não tem autorização para comercializar esse tipo de serviço
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  • A Anvisa proibiu o funcionamento da plataforma Voy, que oferecia tratamentos e avaliações de saúde para obesidade.
  • Especialistas destacam que o acesso a canetas emagrecedoras deve seguir quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica e compra em farmácias regularizadas.
  • O diagnóstico envolve avaliação clínica completa e definição de objetivos terapêuticos individuais, com tratamento personalizado.
  • É essencial verificar registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e, se houver, o Registro de Qualificação de Especialista (RQE); evitar automedicação.
  • A medida também aponta que a Revia não tem autorização para atuar como farmácia; a Voy afirma estar operando dentro da lei e aguardando pronunciamento definitivo da Anvisa.

A Anvisa proibiu o funcionamento da plataforma Voy, que oferecia avaliações de saúde e tratamentos personalizados para obesidade. A medida foi publicada nesta sexta-feira, 26, no Diário Oficial da União. A decisão envolve aõem de impedir comercialização, propaganda e uso dos serviços da plataforma.

A empresa por trás da Voy é a Revia Gestão de Negócios Ltda. A Anvisa afirmou que a empresa não possuía autorização para atuar como farmácia ou drogaria, o que justifica a proibição. A decisão também classifica a Voy como software médico ligado a indicação de medicamentos sem validação regulatória.

Para entender os cuidados, especialistas enfatizam quatro pilares: diagnóstico correto, medicamento registrado pela Anvisa, prescrição médica válida e compra em farmácias regularizadas. A orientação é evitar automedicação e buscar avaliação médica antes de qualquer uso.

Diagnóstico correto é o primeiro passo, segundo a endocrinologista Carla Adlung. Ela recomenda avaliação clínica completa, incluindo histórico de saúde, doenças associadas e definição de objetivos terapêuticos individualizados.

A importância de uma prescrição médica com registro ativo no CRM também foi ressaltada. Caso haja apresentação como especialista, deve constar o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). O uso inadequado pode atrasar diagnósticos de outras doenças.

A aquisição de medicamentos apenas em farmácias autorizadas é destacada pelos especialistas. Verificar nota fiscal, integridade da embalagem e registro na Anvisa reduz riscos de produtos sem qualidade ou conservação inadequada.

Sustenta-se ainda que a segurança do medicamento é tão relevante quanto a eficácia. Produtos vendidos por canais informais representam riscos e não atendem padrões regulatórios. O acompanhamento médico mantém a ética e as normas sanitárias.

A Anvisa reforçou que a plataforma Voy permanece sujeita a medidas administrativas. A empresa afirmou que a discussão envolve apenas o enquadramento regulatório de um questionário digital e não afeta a segurança do paciente ou a qualidade da assistência.

A agência destacou que plataformas que indicam medicamentos e dosagens são enquadradas como softwares médicos. A Voy afirmou que a discussão é administrativa e que segue operando normalmente nos termos da legislação.

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