- A LIVO pretende lançar óculos inteligentes com linha própria e já trabalha em protótipos.
- A prioridade é o segmento esportivo, com recursos para monitorar desempenho e coletar dados, mirando competição com marcas como Ray-Ban Meta.
- A empresa avalia caminhos variados, desde distribuir modelos de grandes fabricantes até desenvolver um produto próprio, beneficiada pela integração vertical.
- O tema foi discutido na feira Mido, em Milão, e envolve balanço entre utilidade diária e questões de privacidade em ambientes sociais.
- O CEO Jaime Miranda afirma que a fadiga digital favorece a experimentação de novos dispositivos, com testagens diretas junto ao público.
Jaime Miranda, CEO da LIVO, afirmou que a empresa está desenvolvendo protótipos de óculos inteligentes com marca própria, buscando entrar na corrida do segmento além de modelos já conhecidos. A aposta é ampliar a oferta para uso diário.
Segundo ele, a tecnologia pode ganhar espaço além das linhas de consumo já consagradas, com foco especial em esportes, para monitorar desempenho e coletar dados. O portfólio incluiria tanto modelos de grau quanto esportivos.
Miranda contou que discutiu o tema na feira Mido, em Milão, destacando que os óculos conectados devem complementar o universo de visão e cuidado com os olhos, não apenas servir como acessório tecnológico.
Debate sobre uso diário e privacidade
A empresa reconhece o desafio de privacidade ao usar câmeras em ambientes sociais, como jantares. A discussão envolve como equilibrar conveniência com a proteção de dados em situações cotidianas.
Para o CEO, o objetivo é testar diferentes caminhos, desde replicar modelos de grandes fabricantes com lentes oftálmicas até desenvolver um produto próprio, acompanhando a chegada dessa tecnologia ao mercado.
Miranda enfatiza que a penetração do produto ainda é incerta, e a LIVO investiga protótipos para entender a aceitação do público antes de ampliar a oferta de smart glasses. A integração vertical da empresa facilita esses testes.
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