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China acelera corrida científica mundial e mira além da Terra

China assume liderança tecnológica global, domina ciências naturais e mira manter estação orbital permanente, ampliando influência mundial

Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, que é o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam enquanto participam de uma coletiva de imprensa antes da missão espacial Shenzhou-23 no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, próximo a Jiuquan, província de Gansu (China)
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  • A China lidera amplamente a pesquisa científica, segundo o índice Nature Index de 2025, ficando à frente dos EUA e da Alemanha, com nove das dez principais instituições chinesas entre as top 10.
  • A missão Shenzhou-23 levou Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying — a primeira astronauta de Hong Kong — a orbitar a Terra a cerca de 390 quilômetros, com Lai a bordo da comissária-chefe da polícia da região.
  • A estação espacial Tiangong, em operação há quase cinco anos, serve como laboratório de microgravidade para experimentos e pode sustentar uma presença chinesa na Lua no futuro.
  • A China planeja estabelecer uma colônia permanente na Lua e iniciar expedições ao espaço profundo, com atuação de astronautas chineses na superfície lunar a médio prazo; pretende também manter operação orbital permanente até 2032, quando a ISS for desativada.
  • O tema de cooperação internacional é restrito: a NASA não coopera com a China, a ESA evita parceria, e discussões sobre uso dual (militar e civil) norteiam decisões, enquanto instituições como o FAST são citadas como exemplos de cooperação possível sob condições.

A China avança em sua agenda tecnológica, buscando ampliar a liderança em ciência e espaço. A missão Shenzhou-23 coloca três astronautas chineses em atuação, incluindo Lai Kai-ying, a primeira astronauta de Hong Kong, em órbita a cerca de 390 km da Terra. Eles estão a bordo do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na China, para atividades de longa duração na estação Tiangong.

Os tripulantes Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying participam de uma fase que reforça a presença chinesa no espaço. A Tiangong, já em funcionamento há quase cinco anos, funciona como laboratório de microgravidade para experimentos científicos variados, visando entender o potencial humano e tecnológico no espaço.

Na esfera científica, a China domina um conjunto de áreas de ponta. O índice Nature Index aponta liderança chinesa em ciências naturais, com nove das dez principais instituições localizadas no país. A comparação de 2025 mostra a China superando EUA e Alemanha em produção científica, com Harvard entre as poucas exceções entre instituições estrangeiras de destaque.

Esses resultados vêm de investimentos maciços em infraestrutura e em formação de pesquisadores ao longo de duas décadas. Analistas destacam o papel de financiamentos estáveis e de programas de cooperação internacional que, mesmo com limitações políticas, fortaleceram o ecossistema de pesquisa chinês.

O plano quinquenal até 2030 enfatiza inovação independente e integração entre ciência e indústria. Entre os oito temas-chave estão IA, tecnologia quântica, energia de fusão, ciências da vida, pesquisas cerebrais, farmacologia, águas profundas e espaço profundo, incluindo o objetivo de expansão no espaço com presença humana contínua.

Na arena internacional, a China mira expandir sua influência por meio de cooperação seletiva. A cooperação com agências como a ESA é limitada por questões políticas, enquanto a parceria com instituições que trabalham em temas sem uso duplo permanece em pauta. A colaboração em projetos como o telescópio FAST é citada como exemplo de benefício mútuo.

Além do espaço, há uma visão de uso estratégico de tecnologia para ampliar poder econômico e político. Pesquisadores destacam que a cooperação científica envolve riscos e benefícios, exigindo medidas de governança para evitar usos indevidos, especialmente em áreas sensíveis como IA e aplicações militares.

Internamente, a China planeja integrar ciência e política externa para consolidar blocos estratégicos, com o Paquistão como aliado próximo. A partir de outubro, astronautas estrangeiros deverão participar de missões na estação Tiangong, sinalizando passo adicional na atuação internacional do programa espacial chinês.

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