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Fungos permitem cultivar tijolos e casas sustentáveis no futuro

Micélio transforma resíduos em blocos de construção, oferecendo materiais leves, com baixo carbono e boa performance estrutural e de isolamento

tijolo feito de micélio.
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  • Blocos de micélio são formados a partir de resíduos agrícolas combinados com água, cultivados em moldes até ganhar forma de tijolo, painel ou peça decorativa, e estabilizados por calor ou desidratação.
  • O material é leve, pode superar o concreto em relação resistência por peso em algumas receitas, e o micélio distribui esforços por filamentos na estrutura.
  • Em geral, mostra bom comportamento ao fogo (carbonização na superfície) e oferece isolamento térmico e acústico poroso, similar a lãs minerais.
  • Benefícios ambientais: consome menos energia que o cimento tradicional, reduz emissões e pode sequestrar carbono ao usar resíduos agrícolas e micélio como componentes.
  • Ciclo de vida: nasce do descarte agrícola, cresce em moldes com pouca usinagem, pode ser usado em paredes e elementos híbridos, e, ao fim da vida útil, pode retornar ao solo ou passar por reciclagem/compostagem.

Em laboratórios e instalações-piloto ao redor do mundo, blocos que lembram tijolos surgem sem forno nem cimento, usando resíduos agrícolas e micélio. A proposta é cultivar materiais de construção com menor pegada de carbono.

O tijolo de micélio resulta de um cultivo controlado: resíduos como palha e serragem são misturados com água e fungos formam uma rede que preenche o molde. O material é aquecido ou desidratado para estabilizar.

A resistência depende da receita: tipo de resíduo, espécie de fungo e densidade final. Em muitos casos, a relação resistência-peso supera o concreto tradicional, útil para estruturas leves e divisórias internas.

O fogo é um aspecto estudado, pois os blocos tendem a carbonizar na superfície, criando barreira que retarda chamas dentro de limites de uso. A porosidade garante isolamento térmico e acústico semelhante a lãs minerais.

Do ponto de vista ambiental, o micélio consome menos energia na fabricação que o cimento Portland, funciona em temperaturas próximas à ambiente e utiliza resíduos. Além disso, há potencial para sequestrar carbono armazenado pela biomassa.

O ciclo de vida começa na coleta de sobras agrícolas e da indústria madeireira. A fabricação gera menos desperdícios, com peças quase prontas na saída. A reutilização ou compostagem encerra o ciclo de forma menos invasiva.

Em aplicações, os blocos atuam como isolantes e podem interagir com estruturas de madeira ou metal, formando sistemas híbridos. Em cenários controlados, o material pode retornar ao solo como composto.

A expressão “cultivar edifícios” resume a ideia de crescer componentes próximos à obra, reduzindo deslocamentos e permitindo personalização conforme clima e desempenho.

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