- A OpenAI afirmou que o algoritmo GPT-5 resolveu o “problema da distância unitária planar”, proposto por Paul Erdos em mil novecentos e quarenta e seis.
- Na prática, o problema já havia sido resolvido; o que houve foi um aumento de precisão no novo resultado.
- Em outubro de dois mil e vinte e cinco, a OpenAI divulgou que o GPT-5 teria resolvido dez problemas de Erdos.
- Outros cientistas apontaram que o bot apenas leu raciocínios matemáticos humanos disponíveis na internet, sem criar uma nova solução.
Um algoritmo da OpenAI não resolveu o “problema da distância unitária planar” pela primeira vez em 1946. A notícia viralizou ao afirmar que o modelo GPT-5 teria solucionado um desafio deixado pelo matemático Paul Erdos, mas a leitura técnica aponta outra realidade.
Segundo especialistas, o problema já havia sido resolvido anteriormente. O que houve foi apenas uma melhoria na precisão do resultado obtido pelo algoritmo. Em termos simples: o novo cálculo é mais exato, mas não apresentou uma solução inédita.
Em outubro de 2025, a OpenAI divulgou que o GPT-5 teria solucionado dez problemas atribuídos a Erdos. A divulgação gerou questionamentos na comunidade científica, que apontou que o bot reteve métodos criados por humanos encontrados na internet.
A análise de comentaristas ressaltou que o modelo leu raciocínios matemáticos já existentes e os utilizou para formular respostas, sem inventar uma nova prova. Assim, a notícia não confirma um avanço matemático original, apenas uma replicação mais fiel de conteúdos já disponíveis.
A matéria original cita uma fonte acadêmica com o título An OpenAI model has disproved a central conjecture in discrete geometry. Especialistas destacam a importância de separar leitura de dados públicos de uma demonstração matemática inédita.
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